Produção industrial baiana cai em abril

12/06/2007

Produção industrial baiana cai em abril

A produção da indústria baiana caiu 6,7% em abril. O desempenho negativo em relação ao mesmo período do ano passado foi conseqüência da redução na produtividade das indústrias petroquímica, química e de celulose e papel. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

No quadrimestre, de janeiro a abril, a redução foi de 0,2%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão, em ritmo de desaceleração, passou a 1,0%.

Segundo a equipe técnica da SEI, cinco segmentos da indústria de transformação contribuíram para a desaceleração da produção em abril.

As maiores contribuições negativas vieram do refino de petróleo e produção de álcool (-16,4%), devido à queda na fabricação de óleo diesel e naftas para a petroquímica, produtos químicos (-5,0%), com queda puxada especialmente pela uréia e pelo amoníaco, e celulose e papel (-15,5%), em decorrência da diminuição da fabricação de papel.

Por outro lado, os principais impactos positivos foram assinalados por borracha e plástico (12,1%) e alimentos e bebidas (1,7%). A indústria extrativa mineral se manteve praticamente estável no período com taxa de -0,2%.

No resultado acumulado no primeiro quadrimestre do ano, comparado com o mesmo período de 2006, a produção industrial baiana decresceu 0,2%, enquanto a indústria de transformação apresentou decréscimo de 0,1%. Quatro setores registraram taxas negativas, destacando-se refino de petróleo e produção de álcool (-6,2%) e veículos automotores (-14,4%). Por outro lado, os impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (13,1%) e borracha e plástico (13,5%).