Duas variedades de raízes para a farinha serão lançadas hoje

18/06/2007

Duas variedades de raízes para a farinha serão lançadas hoje

Duas variedades de mandioca serão lançadas hoje, simultaneamente, pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, de Cruz das Almas (BA), e Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju (SE). Denominadas jarina e poti branca, são indicadas para cultivo nas condições dos tabuleiros costeiros do centro-sul do Estado de Sergipe, visando ao processamento industrial das raízes para produção de farinha, fécula e todos seus derivados.
São híbridos provenientes do projeto de melhoramento de mandioca para biofortificação e para a indústria de farinha e fécula, desenvolvido por Wania Wukuda, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, e foram avalizadas pela rede de validação de cultivares de mandioca para o Nordeste, sob o comando do pesquisador Hélio Wilson de Carvalho, da Embrapa Tabuleiros Costeiros.


“O objetivo do projeto é desenvolver novos clones adaptados aos sistemas de produção em uso pelos agricultores, contribuindo para aumento de produtividade e qualidade do produto final”, explica a pesquisadora. No Recôncavo baiano, as variedades foram geradas e avaliadas na base experimental da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, sob as condições de Cruz das Almas, entre os anos de 1989 e 1993. Em seguida, no Estado de Sergipe, a Embrapa Tabuleiros Costeiros realizou avaliações com a participação permanente e ativa de agricultores dos municípios de Nossa Senhora das Dores, Lagarto e Umbaúba. Em Sergipe, o potencial de adaptação, produtividade e rendimento de raízes superou as variedades locais. Para isso, é necessário seguir o manejo recomendado para a região, que deve incluir o controle rigoroso do mato, sobretudo durante os primeiros quatro meses após o plantio, além de adubação de acordo com o resultado da análise do solo. “O plantio das duas variedades deve ser realizado no início das chuvas e a colheita ser realizada em plantas com 12 a 18 meses de idade”, recomenda a pesquisadora Wania Fukuda.

KIRIRIS – Além de manivas da jarina e da poti branca, serão distribuídas aos produtores manivas da variedade kiriris, híbrido resistente à podridão de raízes, uma das doenças que afetam a cultura da mandioca no Nordeste. Em Sergipe, causa perdas de produtividade de até 100%. “Como medidas de controle, o uso de variedades resistentes, associado a práticas culturais como a rotação de culturas e o manejo dos solos, tem mostrado eficiência em 90% dos casos”, explica Wania Fukuda. O projeto contou com o apoio do Departamento Estadual de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, Banco do Nordeste, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e prefeituras locais.

ARI DONATO