Bahia disputa nova fábrica de celulose

19/06/2007
Bahia disputa nova fábrica de celulose
 
Investimento pode superar US$1 bi
 

A Bahia pode ganhar mais uma fábrica de celulose. A brasileira Aracruz e a sueco-finlandesa Stora Enso, que já contam com uma unidade no sul do estado – Veracel –, estudam a implantação de uma nova planta industrial, cujos investimentos podem ultrapassar de US$1 bilhão. A unidade teria capacidade de produção de um milhão de toneladas. O local ainda não foi escolhido e as outras alternativas são o Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Uruguai ou China.

O presidente da Veracel, Renato Geron, afirmou que as chances da Bahia são boas, mas a decisão cabe somente aos acionistas, que controlam em partes iguais a unidade, localizada no município de Eunápolis e que foi fruto de um investimento de US$1,3 bilhão. A planta em operação já atingiu sua capacidade plena e em 2006 fabricou 976 mil toneladas de celulose branqueada de eucalipto. “Este ano, a nossa expectativa é ultrapassar um milhão de toneladas”, informou Geron.

O diretor administrativo e financeiro, Sidney Leandro, destacou que a Veracel, inaugurada no final de 2005, já está entre as dez maiores empresas da Bahia e é a quinta maior exportadora do estado. No ano passado, o faturamento líquido chegou a R$777 milhões, resultando em um lucro da ordem de R$27 milhões. “Respondemos, hoje, por 15% do PIB agropecuário do sul baiano”, informou.

Um relatório elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou, em detalhes, como a empresa influenciou o desenvolvimento econômico e social da região onde está localizada. Entre 2003 e 2006, a instalação da fábrica e a expansão das atividades florestais da Veracel contribuíram com 60% de todo o crescimento econômico nos municípios do extremo sul baiano. Hoje, as atividades da empresa sustentam 30,4 mil empregos, gerados nos setores florestal, de comércio, transportes e outros serviços. “Somente na indústria, são mais de 4,2 mil funcionários”, citou Renato Geron.

A produção da Veracel é destinada ao mercado externo, sendo que 50% são direcionados para a sócia Stora Enso, maior produtora de papel do mundo, com presença em mais de 40 países. A outra metade é comercializada pela Aracruz nos Estados Unidos e países da Europa e Ásia.

PEDRO CARVALHO