Pescadores e marisqueiros são beneficiados no Baixo Sul

19/06/2007

Pescadores e marisqueiros são beneficiados no Baixo Sul


A Bahia de Camamu é um verdadeiro paraíso ecológico com belíssimas praias e arrecifes, com uma grande variedade de frutos do mar, o que pode possibilitar maior retorno econômico para os que vivem da pesca e artesanato na região. Mas é também um espaço de contrastes. Do outro lado, existe a desigualdade social, a falta de incentivo às raízes culturais das aldeias de pescadores e às atividades produtivas da região, além do elevado índice de pobreza.
Pensando nisso, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), através do seu escritório em Camamu, vem incentivando a atividade da pesca na região, prestando assistência técnica, capacitando, e elaborando planos de créditos a 600 famílias de pescadores e marisqueiros artesanais.
Só este ano, as famílias organizadas em três associações e três colônias de pesca (Marau, Igrapiúna e Camamu), foram beneficiadas com crédito no valor de R$ 900 mil, para a compra de materiais e equipamentos necessários a suas atividades e com isso 1.500 novos empregos foram gerados.
“O que presenciamos na região é o fortalecimento da pesca artesanal, como atividade geradora de ocupação e de renda para essas famílias”, disse a  chefe de escritório da EBDA em Camamu, Ana Cristina, destacando outros trabalhos da empresa que contribuem para ocrescimento da pesca. “A EBDA vem ainda ministrando cursos de capacitação para pescadores e marisqueiras, com o propósito de melhorar o padrão tecnológico de suas atividades e possibilitar o aumento de renda das famílias”, afirmou.
Temas como o processamento e beneficiamento do pescado, a técnica de filetamento de pescado (consiste em tratar o pescado e deixá-lo em forma de filé), salga seca e úmida, congelamento, defumação, embutidos, higiene, embalagens e comercialização são abordados pelos técnicos especialistas numa carga horária de 40 horas semanais.
De acordo com Ana Cristina “com os recursos adquiridos, assistência técnica continuada e capacitação, a expectativa é que essas famílias saiam da margem da linha de pobreza e tenham uma renda familiar acima de R$ 3 mil/ano”, disse. Os técnicos do escritório local da EBDA ainda orientam na regularização dos documentos dos pescadores e marisqueiras, promovendo o exercício da cidadania na região.
Todo esse trabalho é realizado em parceria com as colônias de pesca, Banco do Nordeste e o Programa de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf).


Baía de Camamu

Localizada entre Salvador e Ilhéus, a Baía de Camamu é a terceira maior da costa brasileira, menor apenas que a vizinha Baía de Todos os Santos e a de Guanabara. Mesmo com a chegada do turismo e de indústrias à região, Camamu ainda tem em seus extensos manguezais a principal fonte de sustento de muitas famílias de pescadores e marisqueiras, que não abandonaram a pesca artesanal, rotina secular de seus antepassados.
Parte da sua população são famílias que vivem da pesca artesanal e trabalham juntas, em um número reduzido de canoas. Geralmente saem para pescar cinco pessoas em uma canoa (um integrante de cada família), o que resulta em uma pesca fraca. A esperança dessas famílias é comprar a própria canoa e seus equipamentos, para aumentar a produção e a renda familiar.

 


Assessoria de Imprensa – EBDA
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