Preço do gás natural sobe
O gás produzido no Brasil será reajustado em 3,13% para as distribuidoras a partir de 1º de julho, segundo comunicado da Petrobras às empresas, disse, ontem, o vicepresidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Davidson de Magalhães.
Durante o 8º Encontro de Energia, promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Magalhães afirmou ainda que uma nova fórmula para reajuste de preços anual apresentada pela estatal às distribuidoras poderia deixar o produto nacional, no ano que vem, com valor superior ao do importado da Bolívia, e que o governo precisaria ter uma política para determinar a cotação do produto.
A alta anunciada no preço vale para as distribuidoras que consomem gás nacional, localizadas principalmente nos Estados do Norte e Nordeste e em alguns do Sudeste. A Comgás, em São Paulo, por exemplo, consome apenas cerca de 25% de gás brasileiro, distribuindo em sua maioria gás boliviano.
O reajuste de 3,13% segue um outro aumento recente, de 20%, que passou a vigorar no início de maio. Desde 2005, a estatal não reajustava os valores. “O gás estava congelado desde 2005, portanto, entendíamos que a defasagem do preço do gás era muito grande, e isso inviabilizava investimentos”, disse Magalhães, que também é presidente da Bahiagás, uma das principais distribuidoras.
Magalhães não falou se o reajuste poderia ser repassado aos consumidores. Com o aumento de maio, a Bahiagás passou a pagar US$ 4,67 por milhão de BTUs pelo gás e, em julho, vai ter de desembolsar pelo energético US$ 4,83.
O executivo ainda mostrou-se preocupado com uma fórmula apresentada pela Petrobras. O sistema poderia provocar um reajuste no preço de mais de 40% em abril, quando ocorre nova alta.