Agricultura na Bahia interessa à Costa do Marfim
A possibilidade de formação de parcerias entre a Bahia e a Costa do Marfim para o fortalecimento da agricultura familiar no país africano foi aventada, na semana passada, pela embaixadora da Costa do Marfim no Brasil, Colette Lambin, e pelo secretário estadual da Agricultura, Geraldo Simões.
Segundo a embaixadora, a maioria dos agricultores em Costa do Marfim pratica uma agricultura de subsistência, com baixíssimo índice de tecnologia.Ela vê possibilidade de ganho para o seu país. As conversações foram durante a visita de cortesia da embaixadora ao secretário Geraldo Simões, quando Colette Lambin elogiou a política de aproximação com a África desenvolvida pelo Brasil. "Isso é bom para os países africanos, pois a África tem muitas semelhanças climáticas, culturais e econômicas com o Brasil", observou.
CACAU E CAFÉ – Lembrou que a Bahia e Costa do Marfim têm em comum, além do cacau e do café, principais culturas agrícolas, mandioca, coco, banana, dendê, milho, inhame, amendoim, entre outras. Costa do Marfim é o principal produtor mundial de cacau (1,3 milhão de toneladas/ano) e um dos maiores produtores mundiais de café, exportando integralmente as duas culturas.
Há seis anos no cargo, a embaixadora veio à Bahia para passar a festa de São João em Mucugê e conhecer plantações de café na Chapada Diamantina. Em visita anterior à Bahia, a embaixadora já havia estado na região cacaueira, tendo visitado fazendas de cacau e o Centro de Pesquisas do Cacau, em Ilhéus. Embora esteja prestes a deixar o Brasil e se transferir para o Senegal, Colette Lambin manifestou o desejo de aprender com o baiano como se faz um carnaval. "Meu sonho é encontrar uma forma de transferir essa experiência para Buaquê, minha terra natal e segunda maior cidade do meu país”, disse ela.