Assentamentos têm recomposição florestal

27/06/2007

Assentamentos têm recomposição florestal

Projeto visa implantar modelos de desenvolvimento ambiental sustentável e territorial em zonas rurais da Bahia

A recomposição florestal das áreas degradadas dentro dos assentamentos, a adequação das áreas à legislação ambiental e a introdução da produção agrícola sob o modo agroecológico de plantio são as prioridades do projeto Assentamentos Rurais Sustentáveis, que foi discutido na segunda-feira, em reunião na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

O objetivo é implantar modelos de desenvolvimento sustentável e territorial nas áreas de assentamento rural baianas."A Semarh tem muito interesse na parte que se dedica à recomposição florestal", afirmou Jorge Urpia, assessor técnico da Superintendência de Biodiversidade e Florestas e Unidades de Conservação (SFC/Semarh).

De acordo com Rafael Rodrigues, coordenador de Projetos Socioambientais do Centro de Recursos Ambientais (CRA), a Bahia tem hoje mais de 1 milhão de hectares, sendo 470 assentamentos sem regularização ambiental. "Essas áreas são de fundamental importância e historicamente vêm sofrendo com a falta de assistência", afirmou.

Processos de regularização

Em fevereiro, a Semarh concluiu 11 processos para regularização florestal de áreas desapropriadas pelo Incra na Bahia. A regularização permitiu a ocupação de cerca de 15 mil hectares de terras, fortalecendo a reforma agrária. O projeto é uma iniciativa da Coordenação de Projetos Socioambientais do Centro de Recursos Ambientais, em parceria com a Semarh, com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Superintendência de Recursos Hídricos (SRH).