Seagri e MST se reúnem para acompanhar acordo

28/06/2007

Seagri e MST se reúnem para acompanhar acordo


 

Acompanhar e avaliar os 20 itens acordados entre o Governo do Estado e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Coordenação Estadual dos Trabalhadores Assentados e Acampados (Ceta), no último 16 de abril, foi o objetivo da terceira reunião entre representantes dos movimentos e do Secretário da Agricultura Geraldo Simões, no final da tarde de hoje (27).
“O acordo contempla 20 itens e envolve diversas secretarias, contudo coube a Seagri articular essas ações, além de acompanhar e executar o que for da sua competência”. Segundo o secretário essa reunião é de acompanhamento, tendo em vista que a secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) é a coordenadora das ações acordadas entre Governo e os movimentos.
Geraldo pontuou também, que o acordo tem como objetivo principal aumentar a produção desses agricultores, dando assim uma melhor qualidade de vida. “Ao final de 2007, quando o plano de ações estiver concluído, o impacto na vida dessas pessoas vai ser imensurável. Estamos reunindo esforços para desenvolver da melhor forma esse trabalho”, disse.
Dentro dos 20 itens da pauta de negociações atendidas pelo governo estão a construção de 3 mil casas e a reforma de outras 5 mil, ainda em 2007, a recuperação de mil quilômetros de estradas vicinais e a liberação de R$ 3 milhões para a compra de sementes, além de pontos envolvendo infra-estrutura, obtenção de terra, produção, comercialização, educação e saúde, entre outros.
Alguns dos investimentos acordados estão ancorados em programas do governo federal, outros sairão do próprio orçamento da Secretaria da Agricultura, do Fundo de Combate á Pobreza e das Secretarias de Infra-estrutura e de Educação, além de parcerias com bancos.
De acordo com o dirigente nacional do MST, Márcio Matos, há muita dificuldade nesse processo, principalmente porque ele é ousado e contempla reivindicações muito antigas, contudo o governo mostrou-se um canal aberto para o diálogo. “Estamos tendo dificuldades na concretização de alguns itens, pela própria burocracia, em contrapartida estamos encontrando acesso fácil e diálogo com o Governo por intermédio da Seagri”, comentou.