Seagri e MST se reúnem para acompanhar acordo

29/06/2007

Seagri e MST se reúnem para acompanhar acordo

O aumento da qualidade de vida e da produção dos pequenos agricultores rurais e assentados é o objetivo de um plano de ação que está sendo desenvolvido pela Secretaria da Agricultura (Seagri). Representantes do movimento de trabalhadores rurais e do governo se reuniram na sede do órgão, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), quarta-feira, para discutir e avaliar os 20 itens acordados entre eles na última reunião, realizada em 16 de abril.

Entre os itens da pauta de negociação atendida pelo governo, estão a construção de 3 mil casas e a reforma de outras 5 mil ainda este ano. Também estão previstas a recuperação de mil quilômetros de estradas vicinais e a liberação de R$ 3 milhões para a compra de sementes, além de pontos envolvendo infra-estrutura, obtenção de terra, produção, comercialização, educação e saúde, entre outros.

"O acordo envolve diversas secretarias, mas coube à Seagri articular essas ações, além de acompanhar e executar o que for da sua competência", afirmou o secretário da Agricultura, Geraldo Simões. Segundo ele, essa reunião é de acompanhamento, tendo em vista que a Seagri é a coordenadora das ações acordadas entre o governo e os movimentos.

Para o dirigente nacional do MST, Márcio Matos, há muita dificuldade nesse processo, principalmente porque ele é ousado e contempla reivindicações muito antigas. "Estamos tendo dificuldades na concretização de alguns itens, pela própria burocracia. Em contrapartida, estamos encontrando acesso fácil e diálogo com o governo por intermédio da Seagri", declarou.

Os itens foram definidos pelo Governo do Estado, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Coordenação Estadual dos Trabalhadores Assentados e Acampados (Ceta). Na terça-feira, na terceira reunião entre os representantes dos movimentos e o secretário da Agricultura, foi aprofundada a discussão.

Alguns dos investimentos previstos estão ancorados em programas do governo federal, outros sairão do próprio orçamento da Seagri, do Fundo de Combate à Pobreza e das secretarias de Infra-estrutura e da Educação, além de parcerias com bancos.

Simões disse também que o acordo tem como objetivo principal ampliar a qualidade de vida. "Ao final deste ano, quando o plano de ações estiver concluído, o impacto na vida dessas pessoas vai ser imensurável. Estamos reunindo esforços para desenvolver da melhor forma esse trabalho", afirmou.