PAC liberará R$ 2,2 bi para sul baiano

11/07/2007

PAC liberará R$ 2,2 bi para sul baiano 

O secretário estadual de Agricultura, Reforma Agrária e Irrigação, Geraldo Simões, afirmou que o governo federal vai liberar R$ 2,2 bilhões para custeio, investimentos e diversificação da economia regional do sul baiano, como parte do Plano de Aceleração do Crescimento e Diversificação do Agronegócio da Região Cacaueira da Bahia, que será lançado nos próximos dias.

Além desses recursos, o secretário afirmou que o governo federal estuda congelar a dívida dos produtores de cacau, estimada em mais R$ 800 milhões, até que as ações do PAC comecem a dar resultados. O anúncio foi feito pelo secretário durante a solenidade de posse do empresário Ubirajara Ribeiro Coelho na presidência da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (ACI), em Itabuna.

O PAC propõe medidas para reverter o processo de desagregação social, cultural, ambiental e econômica decorrente da crise do cacau. O programa quer resgatar a imagem da região com medidas como o equacionamento das dívidas dos produtores de cacau considerando a realidade regional e a necessidade de restabelecer a regularização nos agentes financeiros e retomada do processo produtivo.

DIVERSIFICAÇÃO – O PAC propõe o aumento da competitividade da lavoura cacaueira e da qualidade do produto, por meio de novas tecnologias e da verticalização da produção. Além de recuperar e modernizar 150 mil hectares de cacauais, duplicando a produção atual, o PAC prevê, para os próximos oito anos, a implantação de 100 mil hectares de seringueiras e outros 100 mil hectares de dendê, esta última cultura nas áreas costeiras da região. A produção dos seringais será absorvida pelas quatro indústrias de pneumáticos instaladas no Estado, enquanto a do dendê será utilizada, sobretudo, na produção do biodiesel.

A diversificação pelo sistema de consórcios com outras culturas priorizará o cultivo da pupunha, flores tropicais e plantas ornamentais, além da apicultura, aqüicultura e a fruticultura tropical, com verticalização da produção, via hectares será fabricação de doces, sucos, polpas e outros preparados, por meio de associações ou cooperativas de produtores.

PESQUISA – Outra ação é o aperfeiçoamento da pesquisa agropecuária, assistência técnica e extensão rural, capacitação dos técnicos e adoção em larga escala de Unidades de Testes de Demonstração (UTD) nas comunidades rurais. O grupo que define as ações do PAC, formado por representantes do Ministério da Agricultura , Seagri, Ceplac, Embrapa, EBDA e entidades representativas de produtores e industriais do cacau, defende a melhoria na infra-estrutura e serviços de apoio, construção de estradas vicinais, portos, melhoria na saúde, educação e habitação para a região.

ANA CRISTINA OLIVEIRA