Safra de algodão deve aumentar 30%

23/07/2007
Safra de algodão deve aumentar 30%

Segundo estado no ranking nacional de produção de algodão, a Bahia sediou até ontem a 13ª edição do Clube da Fibra, evento promovido pela FMC Agricultural Products, que aconteceu no complexo de Costa do Sauípe, no litoral norte de Salvador, reunindo produtores e empresários do setor. O tema foi Algodão do Brasil: nossa marca, nossa força, que suscitou debates sobre a necessidade de assegurar a competitividade do produto nacional, prejudicado pelo câmbio  desfavorável para exportações.

Segundo dados anunciados recentemente pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a safra baiana do algodão em caroço 2006/2007 deve registrar um crescimento de 30% em relação à anterior, ultrapassando um milhão de toneladas. A área plantada teve um incremento de 29%, alcançando 275 mil hectares. O Mato Grosso é o maior produtor nacional – os dois estados que lideram o ranking centralizam 76% da produção.

Sisal – O câmbio em baixa preocupa também os produtores baianos de sisal, uma vez que o estado domina 90% da produção brasileira e o país é responsável por 58% das vendas mundiais (cem mil toneladas/ano), com tendência de crescimento dessa participação. “Mas não adianta chorar o leite derramado, temos é que buscar soluções para compensar essa taxa desfavorável”, pondera o presidente do Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia, Wilson Andrade, estimando em 20% a perda de receita por conta da queda do dólar. E a solução, segundo ele, está na melhoria da qualidade, agregando valor ao produto para comercializá-lo já manufaturado, com preço da tonelada em US$1,6 mil, e não em fibras, como acontece atualmente, por US$700 a tonelada. (MB)