Consumo de 16,9 milhões de sacas

30/07/2007

Consumo de 16,9 milhões de sacas

Entre maio do ano passado e abril deste ano, o consumo de café no Brasil aumentou 5,81% em relação ao mesmo período, entre 2005 e 2006, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgados na semana passada.

O consumo passou de 15,95 milhões de sacas (de 60 kg) para 16,9 milhões de sacas. Na avaliação do presidente da Abic, Guivan Bueno, o consumo mensal médio é de 79 mil sacas, de forma que, até o final de junho de 2007, o mercado interno no Brasil já havia ultrapassado os 17 milhões de sacas.

Ainda de maio de 2006 a abril de 2007, o consumo per capita foi de 5,52 kg de café em grão, cru, ou 4,41 kg de café torrado, ou quase 73 litros para cada brasileiro por ano. É uma evolução de 4,5% em relação ao período anterior (contra 3,9% na última apuração), segundo a Abic. Este consumo coloca o Brasil em patamares semelhantes ao de países como Alemanha (5,86 kg/hab), França (5,05 kg/hab) e Itália (5,63 kg/hab), que estão entre os que apresentam o maior consumo per capita em todo o mundo, segundo dados da Organização Internacional do Café.

O resultado de 16,9 milhões de sacas (ou 17 milhões em junho) representará 52% da safra que está sendo colhida, que será de 32,09 milhões de sacas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“O montante está, também, muito próximo das previsões e expectativas para 2007, que é de 17,4 milhões de sacas”, diz Natal Martins, diretor de Pesquisa e Economia da Abic, lembrando que a meta de atingir os 21 milhões de sacas no ano 2010 parece estar mais próxima.

Com relação aos preços ao consumidor, estes evoluíram, na média, 20% desde janeiro/2007, principalmente em função dos aumentos das cotações do grão ocorridas no final de 2006. As vendas do setor podem alcançar R$ 6,7 bilhões em 2007, contra R$ 5,4 bilhões em 2006.

Santa Inês, Boer e Dorper

Situada no município de Baixa Grande, interior da Bahia, a Fazenda Serra Azul foi adquirida em 1968 por um grupo pernambucano, que iniciou, há 10 anos, a criação de caprinos e ovinos.

Com exemplares trazidos dos Estados Unidos e embriões importados da África do Sul, o grupo formou o Rebanho Caroatá, de alta genética e referência nacional nas raças de caprinos Boer e ovinos Santa Inês e Dorper.

A escolha da Bahia para sediar o projeto, explica Luiz Felipe Brennand, do grupo, foi em razão de o Estado possuir o maior rebanho caprino do País (4,5 milhões de cabeças) e o maior de ovinos do 

CAFÉ - Pesquisa mostra que, na média, cada brasileiro bebe o correspondente a 4,41 quilos de café por ano Consumo de 16,9 milhões de sacas Nordeste (2,5 milhões de animais).

A fazenda tem um rebanho de ovelhas e cabras de 7 mil fêmeas, nos diversos graus de sangue, devendo estabilizar-se em 10 mil matrizes. O manejo de Serra Azul é definido pelo empresário como revolucionário, feito a partir da introdução simultânea no semiaacute;rido das técnicas do Método Voisin (sistema que busca um equilíbrio solo-capim-animal) e do confinamento dos cordeiros e cabritos.

O objetivo é conseguir um animal entre 30 kg e 35 kg de peso vivo, entre 120 dias e 150 dias de nascido. Desde o nascimento até os 15 dias, as crias permanecem alimentadas exclusivamente pelas mães, que vêm aleitá-las no galpão três vezes ao dia.

LEILÃO – No dia 11 de agosto, o grupo promove o Leilão Três Ases e Um Curinga Baixa Grande 2007, comemorativo pelos 150 anos da fazenda. A partir de 10h serão leiloados 40 lotes de animais de elite das raças Boer, Santa Inês e Dorper, além de 40 lotes de ovinos, com 25 fêmeas em cada um. Serão 1.000 fêmeas (200 Santa Inês Base, 700 Santa Inês Prov I e 100 1/2 sangue Santa Inês/Dorper), com alguns dos animais premiados na Exporural e a genética garantida pelos promotores.