Pesquisas apontam braquiária para o cerrado

30/07/2007

Pesquisas apontam braquiária para o cerrado

Durante a safra 2004/2005, o setor de desenvolvimento de tecnologia da Monsanto realizou trabalhos e experimentos em todo o cerrado brasileiro, inseridos no Fronteira do Plantio Direto, projeto com o qual a empresa pretende fazer a difusão desta técnica com melhor produção de palhada.

Os trabalhos ocorreram em áreas de cerrado da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Maranhão. Os primeiros ensaios foram com produtores influenciadores e nas estações experimentais da empresa, em Santa Helena de Goiás (GO) e Sorriso (MT). Hoje, o projeto está sendo desenvolvido pela empresa em toda a região Centro-Oeste do Brasil.

“Antes da implementação do projeto, praticamente a única espécie de planta de cobertura utilizada pelos agricultores era o milheto e uma das dificuldades era uma boa produção de palhada, devido ao longo período seco do inverno às altas taxas de decomposição observadas na região”, explica Carlo Adriano Boer, da área de tecnologia de Rio Verde (GO).

Segundo ele, por essa razão, foram realizadas pesquisas que apontaram a viabilidade da Brachiaria ruziziensis como melhor alternativa para produção de palhada no período de inverno, com uma série de benefícios. “Dentre eles, estão a própria viabilização do plantio direto, promovendo melhor cobertura de solo e melhora em seu processo de conservação”, informa Boer.

Outros pontos positivos apresentados com a adoção da braquiária são aumento da matéria orgânica do solo, manutenção da umidade e, com isso, maior segurança no plantio, principalmente em condições de falta de chuvas.

“Ela também promove maior facilidade no controle de plantas daninhas nas culturas, melhoria da fertilidade do solo, pela reciclagem de nutrientes e diversificação do sistema radicular; redução da incidência de doenças, como o mofo branco na soja e aumento de produtividade com estabilidade”, acrescenta o agrônomo.

Os primeiros resultados foram apresentados nas áreas onde foram implantados os ensaios. A partir daí, a procura por informações sobre o projeto foi bastante grande, assim como de novas áreas. A partir do segundo ano, com o treinamento da área comercial, os engenheiros agrônomos e representantes técnicos de vendas também passaram a divulgar o sistema para produção de palhada para plantio direto desenvolvido no Projeto Fronteira do Plantio Direto.

“Os pólos agrícolas do Brasil central possuem solos que apresentam alto risco de degradação, caso sejam manejados com práticas agrícolas envolvendo intenso revolvimento do solo. Dessa forma, o programa Fronteira do Plantio Direto leva soluções aos agricultores para um plantio sustentável”, acredita o gerente técnico de agroquímicos da Monsanto.