Sistemas agroflorestais beneficiam assentamentos
"Com esse projeto, estamos ajudando a construir uma moderna civilização da biomassa". Assim o professor Eduardo Guimarães, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) em Ipiaú, define os Sistemas Agroflorestais Sucessionais (SAfs) que estão sendo implantados em assentamentos de reforma agrária situados em área de influência do bioma da Mata Atlântica.
Ele coordena a equipe do projeto Fomento à Agroecologia e Sustentabilidade dos Assentamentos da Mata Atlântica (Fasama), que está implantando áreas-piloto de SAfs, beneficiando, atualmente, mais de 200 famílias da região, participantes do MST, Federação dos Trabalhadores Rurais, Trabalhadores Acampados, Assentados e Quilombolas (Ceta) e Movimento Luta pela Terra (MLT).
O Fasama se baseia em trabalhos do professor suíço Ernest Götsch com o intuito de recompor a biodiversidade local e contribuir para a autonomia dos agricultores na produção e consumo.
O trabalho foi iniciado em maio de 2006, com as atividades de amostragem e sensibilização do projeto. Em setembro do mesmo ano, foi realizado um curso de manejo de SAFs no assentamento Terra Vista e, logo após, atividades de campo em sete assentamentos das organizações já citadas.
No início deste ano, o Fasama iniciou a implantação dos SAfs, e, hoje, o projeto atende, mais diretamente, aos moradores dos assentamentos Santa Irene (em Gongogi), Nova Vitória (em Ilhéus), Vila Isabel (em Ibicaraí) e Terra Vista (em Arataca).
Junto com a produção de alimentos, estão sendo plantadas essências florestais, entre as quais se destacam o ipê, copaíba, jacarandá, jatobá, pau-brasil, além do cultivo de açaí, cupuaçu, pupunha e noz-moscada.