Os pequenos e médios empresários baianos das cadeias produtivas da cachaça, vestuário e fruticultura são promissores parceiros comerciais nas relações bilaterais entre Brasil e Portugal. A Câmara Portuguesa de Comércio na Bahia, presidida por Eduardo Salles, está liderando um movimento de aproximação desses dois países co-irmãos, na perspectiva histórica. Uma coletiva à imprensa, amanhã, no Hotel Vila Galé, Ondina, às 17h, marca o lançamento da II Missão e Encontro de Negócios Brasil-Portugal, que será realizado entre os dias 11 e 18 de novembro, nas cidades portuguesas de Porto, Viana do Castelo e Lisboa.
O cruzamento das pautas de importação e exportação de ambos os países, diz Eduardo Salles, serve de estímulo a um debate mais amplo que visa ao fortalecimento dos laços empresariais entre Brasil e Portugal. “A indústria automobilística da Bahia demanda uma série de produtos que Portugal pode exportar para cá e vice-versa”, comentou.
Segundo o representante no estado da Câmara Portuguesa de Comércio, os portugueses já investiram cerca de US$14 bilhões no país. Entretanto, o estado está em quinto lugar no ranking brasileiro enquanto receptor desses recursos. Nos últimos cinco anos, a Câmara Portuguesa na Bahia calcula que os empresários portugueses investiram algo em torno de R$2 bilhões no estado. A perspectiva, nos próximos três anos, é que o volume ultrapasse R$1,5 bilhão em novos investimentos.
O superintendente do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, Ricardo Saback, avalia que a participação de Portugal na pauta de exportações baiana ainda é muito pequena. “Isso, por si só, é um estímulo para que seja intensificada essa relação”, disse. Em 2006, Portugal participou com apenas 0,57% do total das exportações baianas e com 1,2% das importações. Na análise dos últimos cinco anos, o intercâmbio comercial (exportações mais importações) Bahia-Portugal cresceu em média 17% ao ano, com o incremento de US$70,1 milhões, em 2002, para US$95,1 milhões, no ano passado.
TATIANY CARVALHO