Criadores tentam reverter prejuízos

07/08/2007
Criadores tentam reverter prejuízos
 

Com o superávit na produção de gado na Bahia, o preço médio do animal no estado é atualmente o mais baixo entre os principais produtores brasileiros, com diferenças de até mais de R$10 por arroba.  Em busca de soluções imediatas para tentar reverter esse quadro, o Fórum Permanente da Pecuária de Corte realizou ontem mais uma reunião – terceiro encontro num período de 30 dias – na sede da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), no Comércio. Entre as demandas apontadas,  implantação de novos frigoríficos e instalação de uma Câmara do Agronegócio na Secretaria da Agricultura.  Produtores baianos pretendem se reunir novamente no dia 20, na Faeb, às 9h.

“Precisamos reestruturar a cadeia pecuária de corte. Estamos com excesso de oferta e nunca tivemos um preço tão ruim pago pelo boi”, protestou o presidente do Fórum Permanente da Pecuária de Corte, Wilson Cardoso, citando que a arroba do boi está sendo comercializada atualmente, em média, a R$54 na Bahia. Em Minas Gerais e Goiás, custa R$61, e em São Paulo chega a R$64.

O presidente da Faeb, João Martins, explicou que a instalação de novos frigoríficos e regionalização dos abatedouros facilitariam a chegada do produto ao consumidor e reduziriam os custos com transporte. “Com um rebanho de mais de 12 milhões de cabeças, a Bahia só conta com cinco frigoríficos com inspeção federal (que se ajustam às exigências do mercado importador), enquanto Goiás, com pouco mais de 14 milhões de cabeças, possui mais de 20 equipamentos. A diferença é absurda. Queremos concorrer em igualdade de condições com grandes produtores como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Pará”, declarou. Martins defendeu ainda que Câmara do Agronegócio será fundamental para contribuir no diagnóstico e elaboração de propostas para alavancar a cadeia produtiva.

ADRIANA PATROCÍNIO