Lula vai à Jamaica e defende biocombustível

10/08/2007

Lula vai à Jamaica e defende biocombustível

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem uma defesa dos biocombustíveis como "genuínas opções de crescimento sustentável" ao iniciar o programa oficial de sua visita à Jamaica, penúltima escala de sua viagem pela América Central.

Lula, que chegou na quartafeira à noite a Kingston, reuniuse ontem com o governadorgeral da Jamaica, Kenneth Hall, e visitou uma usina de etanol acompanhado pela primeiraministra jamaicana, Portia Simpson Miller.

"O etanol e o biodiesel oferecem genuínas opções de crescimento sustentável. Além de criar postos de trabalho e gerar receita pelas exportações do setor agrícola, abrem a porta ao estabelecimento de indústrias locais de bioquímica que produzem desenvolvimento tecnológico e fornecem um valor agregado", ressaltou o presidente.

Lula destacou os benefícios da indústria de produção de etanol no país. "A indústria do etanol já criou 1,5 milhão de postos de trabalho diretos e 4,5 milhões de indiretos no Brasil", disse.

O presidente começou o dia com uma reunião com o governadorgeral, na qual discutiram a situação das relações bilaterais e as oportunidades de cooperação no desenvolvimento do setor energético, aproveitando a experiência do Brasil.

A visita de Lula é a primeira de um presidente brasileiro à Jamaica e responde às viagens que os dois últimos primeiros-ministros jamaicanos fizeram ao Brasil. P.J. Patterson viajou ao Brasil em 2005, e Miller visitou o país no ano passado.

Os dois países decidiram estreitar sua cooperação em vários setores, como agrícola, energético, de esportes e turismo. "Venho à Jamaica em um momento que é especialmente promissor nas relações entre os dois países. Muitas iniciativas já estão em andamento", afirmou Lula na quarta-feira à noite, quando chegou a Kingston, procedente de Manágua.

CACHAÇA – Ao defender a “revolução” que os biocombustíveis provocarão na indústria mundial, Lula lembrou que, até 1975, o Brasil destinava a produção canavieira para açúcar e aguardente.

“O dia que o mundo experimentar a boa cachaça brasileira, o uísque vai perder mercado”, disse o presidente. Estava prevista para ontem a ida de Lula à residência da primeiraministra jamaicana e a presença dos dois no encerramento de um fórum com empresários dos dois países. A estadia de Lula em Kingston foi encerrada com reunião com o líder da oposição, Bruce Golding, após o que viajou ao Panamá, última escala na viagem do presidente.