Adab apresenta estudos sobre praga do sisal

10/08/2007

Adab apresenta estudos sobre praga do sisal

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) apresentará trabalhos sobre a podridão vermelha do pseudocaule do sisal na Bahia, durante o 40º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, que acontecerá no período de 13 a 17 deste mês, em Maringá, Paraná. Na Bahia tem sido constatado um aumento na incidência da podridão vermelha, resultando em perdas significativas para os produtores.


Com o tema Sanidade Vegetal para a Agricultura Sustentável, o congresso contará com a participação dos engenheiros agrônomos da agência, Cátia Soares e Cleomines Torres, que apresentarão estudos para o Programa de Controle da Podridão Vermelha do Pseudocaule do Sisal, que a Adab desenvolve em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB).


Será apresentada uma pesquisa a partir das análises da produção do sisal, em que foram selecionados 13 municípios na microrregião de Serrinha, no Estado da Bahia. Nesses municípios, a defesa agropecuária da Bahia vem realizando estudos epidemiológicos para detecção da prevalência e incidência da podridão vermelha do sisal. A partir desses estudos,  se constatou  em todos os municípios uma prevalência de 100% da podridão vermelha, que é considerada uma praga  devastadora.


“A incidência média da praga variou de 5% a 33%, com incidência máxima de 65% detectados nos municípios de Araci e Valente, enquanto que Capela do Alto Alegre apresentou incidência mínima de 5%. “Apesar da alta prevalência, detectou-se uma tendência para a regionalização das incidências mais altas na microrregião” afirmou a engenheira Cátia Soares.


Outro estudo que será exposto durante o congresso será a relação do extrato do resíduo fresco ou fermentado do sisal no controle do fungo Aspergillas niger, agente causal da podridão vermelha do sisal. Os produtores têm adotado como prática a utilização do resíduo obtido pelo desfibramento do sisal para adubação dos plantios da cultura sisaleira, geralmente utilizando este resíduo fresco ou fermentado. Nesse trabalho chegou-se à conclusão de que a forma de utilização do resíduo pode interferir na incidência da podridão vermelha do sisal.


De acordo com Soares, “já foi observado que o resíduo fresco induz ao aumento na germinação de esporos em até 80%, enquanto que o resíduo fermentado e seco, nas concentrações a partir de 40%, inibe a germinação de esporos e o crescimento micelial em 100%. Os testes na planta encontram-se em andamento”. A importância da cultura do sisal não está só relacionada à geração de emprego que possibilita a fixação do homem no campo, em regiões semi-áridas, onde vivem comunidades mais carentes do Brasil, mas também à sua importância econômica. Seus

produtos, especialmente a fibra, são importantes fontes de divisas por meio de sua exportação e comercialização interna. A cultura sisaleira ocupa uma área de 223 mil hectares em toda região do Semi-árido, principalmente nos municípios de Senhor do Bonfim, Euclides da Cunha e Serrinha que, juntos, perfazem 90% da área plantada na Bahia.


Adab – 10/08/07
Mariana Bião
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