Congresso reúne apicultores baianos em Porto Seguro

13/08/2007

Congresso reúne apicultores baianos em Porto Seguro


Com 5,8 mil apicultores atuantes e uma produção média anual de quatro mil toneladas de mel, o estado da Bahia vem se firmando como grande produtor do Nordeste e um dos principais do Brasil no desenvolvimento da criação racional das abelhas. No entanto, o potencial da flora apícola no Estado ainda é pouco explorado.

Para alcançar melhores índices de produtividade e qualidade, além de uma maior participação na comercialização, a Secretaria da Agricultura do Estado quer inserir 10 mil produtores familiares e incentivar a inclusão da juventude rural na atividade apícola, apoiando projetos e iniciativas de incremento da produção nos territórios.

A fim de disponibilizar subsídios tecnológicos e informação atualizada de mercado, a Secretaria da Agricultura do Estado promove, entre amanhã (14) e sexta-feira, o IV Congresso Baiano de Apicultura, no Centro Cultural e de Eventos do Descobrimento de Porto Seguro. O evento acontece em paralelo à Feira da Cadeia Produtiva Apícola e o I Fórum de Gestão Estratégica do setor.

“A idéia é proporcionar aos produtores do nosso Estado um melhor entendimento sobre toda a cadeia produtiva e, principalmente, sobre a preservação do meio ambiente, que é a base para o bom desenvolvimento dessa atividade”, diz a especialista em apicultura da Seagri e organizadora do evento, Marivanda Eloy.

Mini-cursos

O IV Congresso Baiano de Apicultura ainda vai oferecer oito mini-cursos que trarão para o foco da discussão temas e demandas importantes, entre eles, a criação de abelhas sem ferrão, técnicas de manejo para o aumento da produtividade, produção e comercialização de pólen e própolis. As discussões ainda tratam dos subprodutos da apicultura como alternativa de renda e uma efetividade no planejamento e administração dos apiários.

O trabalho, executado pela Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), ainda se propõe a organizar, planejar e qualificar a ação dos técnicos e agentes no serviço de assistência técnica e extensão rural. O setor já representa a segunda atividade mais importante e geradora de renda na para a agricultura familiar.

Cerca de 84% da mão de obra apícola são de pequenos produtores, proporcionando aumento de renda, através do aproveitamento da potencialidade da biodiversidade vegetal e de sua capacidade produtiva. O estudo da cadeia produtiva no Estado aponta para um total de 195 mil colméias, 127 associações apícolas e uma produção de 3.850 mil toneladas de mel por ano. O setor movimenta cerca de R$ 25 milhões de reais na Bahia.

Vale do Capão

A apicultura é uma atividade que depende da flora silvestre, desenvolvida a partir da preservação da vegetação, contribuindo também para reduzir a degradação de áreas no Semi-árido, que hoje vivem o risco de desertificação. O mel dessa região apresenta excelente qualidade em razão das condições climáticas e da flora silvestre rica e diversificada que proporciona agradável aroma e sabor ao produto, características muito valorizadas pelo mercado.

Em destaque, a Associação de Apicultura Vale do Capão, com a produção do mel orgânico que, entre outras práticas de manejo, proíbe a alimentação artificial das abelhas e prescreve uma distância mínima de três quilômetros de plantações convencionais e de indústrias, atendendo às exigências do Ministério da Agricultura. São 32 apicultores familiares, com 1,2 mil colméias e uma produção anual de 15 toneladas de mel orgânico de alta qualidade.

Segundo o presidente da Associação, Pedro Constan, o trabalho se diferencia pela capacitação continuada dos operadores da Casa do Mel, enfatizando as boas práticas de fabricação. “Envasamos o mel após cuidadosa decantação de no mínimo 15 dias”, exemplifica Constan. O grupo já recebeu propostas de exportação para a Europa e Oriente Médio e até final de 2008 deve estar exportando o mel Flor Nativa.

 

Assessoria de Comunicação da Seagri
Ana Paula Loiola
3115-2767/2737
13/08/2007