Melhorias para produção e criação de novilho precoce

20/08/2007

Melhorias para produção e criação de novilho precoce

Após o lançamento, em junho, da norma que define o novilho precoce por meio da classificação da carcaça, a Associação Brasileira do Novilho Precoce (ABNP) está estudando a criação de uma segunda normativa, com propósito de beneficiar o sistema produtivo da carne bovina. Esta nova norma, afirma a associação, reúne práticas na produção agropecuária, com a regulamentação da produção do novilho precoce, com base em manuais e certificações já existentes e reconhecidas internacionalmente.

Serão informações para melhorias na propriedade, mudanças nos hábitos e adaptações no método produtivo que proporcionarão animais padronizados, com melhor qualidade e, principalmente, com abate precoce. Para a concretização, um grupo de trabalho, formado por membros da cadeia produtiva, com coordenação da Associação Brasileira do Novilho Precoce, vem discutindo todo o método produtivo, buscando formas de otimizar a produção adequado-a à realidade da pecuária brasileira.

BASE PARA CRIAÇÃO – Segundo Auler Matias, diretor da ABNP, a norma será base para o criador que busca produzir o novilho precoce. “O projeto tratará de todos os aspectos da propriedade. Desde as condições do cocho, a forragem, manejo sanitário, até a estrutura de armazenamento. Além de melhorar a eficiência produtiva dos pecuaristas, a norma também tratará de questões ambientais e sociais”, explica o diretor.

Em setembro, o resultado do grupo de trabalho será encaminhado para uma comissão de estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade que vai reavaliar todos os pontos e regulamentará a criação da normativa, que deverá entrar em ção em Boas Práticas Agropecuárias da ABNP e do Ministério da Agricultura, coloca pecuaristas de várias partes do País em contato com a cultura das boas práticas.

A capital paulista e a cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, foram as primeiras a contar com o curso. Ao todo, a parceria ABNP/Ministério da Agricultura deve promover ainda 14 cursos, que atingirão mais de 1.400 pecuaristas, pré-selecionados nos Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Desse total, 100 serão indicados para participar efetivamente do projeto, que propiciará gratuitamente assistência técnica para a implantação das Boas Práticas de Produção Agropecuária nas respectivas propriedades.

PRIMEIRA NORMA – A norma que define o que é o novilho precoce, lançada em junho de 2007, estabeleceu padrões e adequações que hoje são referência para a produção do animal de corte com precocidade. O novilho precoce, ou seja, animais de até 30 meses de idade, em condições de peso e conformação para abate, é a base da produção da carne bovina de qualidade.

Entre as definições da norma estão a cobertura de gordura (a espessura deve estar entre 3 mm e 10 mm na região dorso lombar, na altura da 12ª costela), sexo (fêmea, macho inteiro, macho castrado), cronologia dentária (machos castrados e fêmeas devem ter no máximo quatro dentes incisivos permanentes e machos inteiros devem ter somente dente de leite, ou seja, ausência de dentes incisivos permanentes) e peso mínimo da carcaça (190 quilos para fêmea e 240 quilos para macho inteiro e macho castrado).

O projeto compreende ainda a edição de uma terceira norma, que complementará as outras duas. Nela, que deverá ser editada no ano que vem, serão abordadas a tipificação da carcaça e dos cortes da carne do novilho precoce vigor até o final deste ano. Auler Martins diz que a associação espera, com as novas normas, intensificar a disseminação da cultura das boas práticas nas propriedades.

“Ganham os pecuaristas, com aumento da qualidade e do valor agregado de seu produto, e ganha a pecuária brasileira, que oferecerá um produto de melhor qualidade para o mercado externo”, comenta o diretor, certo de que a criação da norma, que envolve a ABNT e o Inmetro, auxilia na exportação da carne brasileira, quebra barreiras comerciais e evita a imposição de normas setoriais externas", conclui Auler Matias.

A ABNP, em parceria com o Ministério da Agricultura, já vem divulgando as questões das boas práticas em cursos realizados pelo Brasil. Um deles, denominado Curso de Treinamento e Capacita.