Semi-árido será 20% maior até o ano de 2050
“Até 2050, haverá uma ampliação em 20% das regiões de semi-árido deve haver uma mudança de perspectiva na convivência com o semi-árido e nos padrões de pobreza para que a desertificação não aconteça. Hoje já se discute um índice novo, o de pobreza hídrica”. O alerta é do coordenador do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN Brasil), José Roberto Lima.
Ele participou, ontem, da abertura de seminário, que acontece até amanhã em Salvador, e deverá definir as diretrizes do PAN. A Bahia é um dos Estados com grande parte de seu território sob o risco da desertificação. São 300 mil km² ou 62% da área total, onde estão 258 municípios. Segundo o coordenador do PAN, o processo de desertificação é potencializado pelos processos de manipulação e poluição do meio ambiente.
IMPACTO – Ontem, durante a abertura do evento, o ex-frei e doutor em Teologia e Filosofia Leonardo Boff fez palestra sobre o código de ética para o desenvolvimento sustentável Carta da Terra.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que faria a abertura do seminário, não compareceu por conta de compromissos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. Nos estudos sobre a desertificação, o que ainda não se sabe é se o processo é irreversível. O que há é um consenso sobre o impacto crescente das mudanças climáticas.
O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Sousa Matos, é vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco. Ele diz que deve haver uma aproximação entre as agendas federal e estadual, e que o combate à desertificação deve ser uma política de Estado.
O diretor-geral da superintendência de Recursos Hídricos, Júlio Rocha, revela que uma das intenções do governo estadual é melhorar a disseminação de dados meteorológicos.
SYLVIA VERÔNICA