Café baiano cativa os estrangeiros
Produção de qualidade conquista consumidores
Café expresso, capuccino, ou a simples média com leite. Seja qual for o gosto ele está presente na mesa do baiano. Só que o simples cafezinho virou motivo de orgulho para a Bahia. De acordo com o presidente da Associação Baiana de Produtores de café e representante do Centro de Comércio de Café do Estado da Bahia, Silvio Leite, o café baiano está classificado entre os melhores do mundo.A qualidade do produto é tanta que os mercados internacionais já se renderam a qualidade do café baiano.
Para se ter uma idéia, ele está presente nas mesas de ingleses, americanos e japoneses. As regiões que se destacam como produtoras de um produto altamente diferenciado e recophecido são Vitória da Conquista, Brejões e a Chapada Diamantina. Leite cita a excelência da produção baiana: "A Bahià se posiciona como produtora de cafés finos. São produzidos aqui variedades como o corilon Ou robusta, na região sul, e o arábica.
A produção prevista para este ano é de 2,2 milhões, a safra é considerada de bianualidade e por isto a quantidade é menor, mas no ano passado a produçãp foi de 8 milhões e esperamos que em 2008 sejam produzidos 3 milhõs de sacas", frisa.
Silvio Leite considera que hoje o País colhe os frutos de uma campanha idealizada Pela Abic 15 anos atrás. "Os cafeilcultores melhoraram a qualidade do produto. Participaram de concursos e atualmente o café brasileiro é, em especial o baiano, é apontado por especialistas como um dos melhores do mundo", diz e reforça: "A excelência do produto tem sido impulsionadora nas expotações. O blend, por exemplo, é visto como marca indiscutível. O café produzido na Bahia tem destino certo: além da Europa, dentre eles a Inglaterra cuja tradição é o chá, cito EUA e Japão. Um dado importante envolve a quantidade de sacas embarcadas por ano no porto de Salvador: são cerca de 500 mil", diz.
Outro fato apontado por Leite envolve o aumento no consumo do café. Ele sinaliza que cafeterias especializadas, estão sendo responsáveis pela redescoberta do produto no mercado interno. "O brasileiro é um apaixonado por café e o baiano não fica atrás. Os consumidores hoje estão mais exigentes e buscam por cafés especiais. O segmento está em franca expansão. Há fazendas que se especializam em produzir cafés especiais, o que implica na identidade do produto. No mercado baiano, o crescimento do consumo dos cafés finos tem sido importante", avalia.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café, Abic, há forte crescimento do consumo interno de café. Entre maio de 2006 e abril de 2007, a Abic registrou o consumo de 16,9 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 5,81% em relação ao período anterior, quando havia sido de 15,98 milhões de sacas. Quanto ao consumo per capita, os dados mostram que o brasileiro consumiu 5,52 kg de café em grão cru ou 4,41kg de café torrado; quase 73 litros para cada brasileiro Por ano, registrando uma evolução de 4,5% em relação ao período anterior. .
O site da Abic ainda informa que o resultado coloca o consumo por habitante/ano do Brasil (5,52 kg/hab/ano.), semelhante ao consumo de países como a Alemanha (5,86 kg7hab/ano), França (5,07 kg/hab/ano) e a Itália (5,63 kg/hab/ano), que estão entre aqueles que apresentam o maior consumo per capita em todO O mundo, segundo dados da Organização Internacional do Café.