Setor responde por 1/4 do PIB baiano
O comércio exterior responde por 1I.t do PIS baiano. A informação é do diretor superintendente do Premo, Ricardo Saback, que disse que entre janeiro a julho deste ano, as exportações baianas chegaram a US$ 3,96 bilhões, o que corresponde a um incremento de 7,5% sobre o mesmo período do ano passado. Os preços dos produtos continuam a ditar o crescimento das vendas, sendo que em julho, o incremento chegou a 5,3%, contra uma redução de 11,1%.
Saback menciona que as commodities lideraram a valorização, com destaque para a celulose, soja, algodão, derivados de cacau, café, couros, além dos ler moplásticos e pneus. No acumulado do ano, a quantidade exportada já é inferior em 0,96%, enquanto que os preços médios estiveram 8,6% superiores aos praticados em igual período do ano passado.
"Uma situação importante diz respeito ao comparativo julho de 2006 e julho de 2007. Os dados sinalizam para uma redução de 9,4%. As causas disto estão no eleito da taxa cambial e problemas relacionados a greves gerando atrasos nos embarques", cita. Em relação às importações, os números da balança comercial da Bahia confirmam a tendência de crescimento das importações. Até julho, as importal;:ões registraram US$ 3 bilhões, o equivalente a um incremento de '18,7%. "Contribuem para esse nível de expansão, o aumento da atividade produtiva, a desvalorização do dólar, o aumento nas cotações das commodities minerais como petróleo, cobre, nafta, de que somos altamente dependentes, e o efeito da expansão do financiamento internacional", argumenta.
Saback sinaliza que o câmbio favorece a expansão e compra de bens de capital. "Há ainda um fator interessante que diz respeito à modernização do parque industrial com as compras de bens de capital. Houve no período acréscimo em 35,2%", diz. Entre as exportações, até julho, a liderança continua com o setor químico/petroquimico, que embora com embarques 0,17% inferiores a 2006, chegou a US$ 899,7 milhões em vendas, ou seja, incremento da ordem
de 22,7%, resultado de preços médios 20% superiores aos praticados em igual período do ano passado. O setor metalúrgico vem em seguida, com vendas de US$ 613,8 milhões e um crescimento de 11,5%. As exportações de produtos semimanufaturados também sinalizaram crescimento de 72% nas vendas no período.
Saback ainda destaca que, alguns setores na área de manufaturados, com maior conteúdo de insumos importados, e de consumo final, estão obtendo bons resultados apesar do câmbio. É o caso dos produtos elétricos e eletrônicos, cujas vendas subiram 62,8%, no acumulado até julho e de pneus com crescimento de 262%. As exportações do agronegócio atingiram até julho, US$ 580,2 milhões com um crescimento de 28,2% sobre o rnesmo período de 2006. Soja e derivados encabeçam as vendas do setor, com US$ 216,9 milhões e incremento de 70%. O saldo da balança comercial do Estado em 2007 chegou a US$ 956,9 milhões até julho, o que representa uma redução de 16,9% frente ao mesmo período de 2006. Já o setor de celulose e papel vem apresentando bom desempenho no ano, com aumento do volume embarcado em 12%, sinalizando incremento nas receitas de 22%, chegando a US$ 466,5 milhões.