Bunge mais distante da fusão com a Fosfertil
Mais uma vez foi protelado o processo de fusão da Bunge Fertilizantes com a Fosfertil, maior produtora de matéria-plima para fertilizantes do Brasil. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu o mérito da questão ontem. Julgou ser ilegítima a composição do conselho da Fertifós (holding que controla a Fosfeltil), dando ganho para a Mosaic Fertilizantes, que perdeu três assentos no conselho da holding em abril de 2006.
A sentença atinge diretamente a proposta de incorporação da Bunge pela Fosfertil, decisão desse mesmo conselho, considerado ilegítimo pela Justiça. Ainda cabe recurso no Supedor Tribunal de Justiça (STJ) e a Bunge irá recolTer, conforme afirma o diretor Corporativo de Comunicação da multinacional, Adalgiso Telles.' "Estam os aguardando a publicação da decisão para defmir o melhor recurso", acrescenta Telles.
Ele afirma que a sentença apenas protela o processo de fusão, mas não o impede. "A Fosfertil e seus acionistas estão perdendo US$ 5 milhões por ano, que viriam de melhorias na eficiência operacional a partir da incorporação", ressalta. A bliga das gigantes começou em abril do ano passado quando a Bunge teria ocupado três assentos no conselho da Fertifós pertencentes à Mosaic. A operação foi questionada pela Mosaic, que a considerou anti-ética. "A sentença de ontem restama a legalidade. Seu significado é ainda maior ao reforçar a importância da conduta empresatial ética e do compromisso com as boas práticas de govemança corporativa", afÜma Tobias Grasso, presidente da Mosaic no Brasil.
Telles rebate e diz que a Mosaic foi incompetente na gestão de seus direitos no conselho da Fertifós. "Quando se vai para uma eleição de conselho de uma empresa do porte da Fosfertil, tem de haver preocupação em conhecer as regras", alfineta Telles.
FABIANA BATISTA