Histórico da aftosa: DA ITÁLIA PARA O MUNDO
A febre aftosa é uma doença "das antigas", da época da Idade Média. O primeiro caso de que se tem notícia foi registrado na Itália em 1514 (início do século XVI). Por ser altamente contagiosa e de fácil propagação – se espalha pela água e pelo vento – poucos anos depois já contaminava rebanhos da França e da Inglaterra.
No século XIX, a doença tinha-se espalhado por vários países da Europa, Ásia, África e América. No Brasil, que é dono do maior rebanho bovino mundial (cerca de 210 milhões de cabeças) e terceiro maior mercado de produção de suínos, chegou em 1870, com a importação de bovinos do continente europeu. Hoje, a febre aftosa está presente de forma endêmica em regiões da América do Sul, Ásia, África e no Oriente Médio.
Surtos da doença têm ocorrido em alguns países como Brasil, Argentina, Uruguai, Grécia, Formosa (Taiwan), Japão e Reino Unido. De acordo com dados da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), integrada por 154 países, no momento encontram-se livres da doença a América Central, a América do Norte, a Europa Ocidental, a Nova Zelândia e a Austrália.
A erradicação da febre aftosa de todo o continente americano é prioritária e sua importância foi ainda mais acentuada depois da "Declaração de Houston", criada a partir da Conferência Continental, realizada em Houston (EUA), em janeiro de 2005.
Durante a conferência, também foi criado o Grupo Interamericano de Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), responsável pela revisão, supervisão e aplicação de um plano de erradicação da febre aftosa nas Américas.
Bahia livre Em maio de 2001, a Bahia recebeu o certificado de "Zona Livre da Febre Aftosa com Vacinação", concedido pela OIE. No estado, o combate começou em 1968, quando as ocorrências passaram a ser registradas oficialmente pelo extinto Grupo de Erradicação da Febre Aftosa da Bahia (Gerfab).
O maior mal causado pela aftosa é no bolso do criador, desde os pequenos até os grandes produtores, provocando desastres socioeconômicos: o gado contaminado emagrece, produz menos leite e fica proibido de ir ao abate ou para o comércio, venda, transferências etc.
A aftosa causa prejuízos enormes à economia, pois dizima rebanhos inteiros. As propriedades que têm animais doentes são interditadas, a exportação da carne e dos produtos derivados torna-se impossível, e a doença provoca também aborto e infertilidade.
Por conta disso, o mundo inteiro se preocupa tanto com a doença.