Criador deve acionar Adab em caso de suspeita

10/09/2007

Criador deve acionar Adab em caso de suspeita

Apesar de a Bahia não registrar surtos de febre aftosa há dez anos, o risco persiste, como em qualquer lugar do mundo, com exceção da Antártida.

Diante desta realidade, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) recomenda aos criadores de bovinos, bubalinos, suínos, caprinos e ovinos que permaneçam atentos e, em caso de suspeita da doença, entrem em contato imediatamente com o órgão.

Os primeiros indícios da febre aftosa são elevação da temperatura e diminuição do apetite. Dois dias depois, as bolhas que se formam na língua, nos lábios e nas gengivas fazem com que o animal babe muito e não consiga se alimentar.

Também surgem lesões nos cascos e nas tetas, causando, respectivamente, dificuldade de locomoção e queda da produção leiteira. Os surtos de febre aftosa surgem de repente e, geralmente, todos os animais suscetíveis do rebanho apresentam os sintomas ao mesmo tempo.

Ao perceber sinais deste quadro, o criador deve acionar o escritório mais próximo da Adab (há uma coordenação, gerência ou escritório em cada um dos 417 municípios do estado), para que técnicos do órgão verifiquem a procedência da denúncia através de exame sorológico. Confirmada a suspeita, a agência se encarrega das medidas emergenciais, entre elas o isolamento da área e o sacrifício de todos os animais que se encontrem na propriedade contaminada. Os corpos são jogados em valas e incinerados.

Sentinelas

De acordo com a Adab, todas as denúncias recebidas nos últimos dez anos foram, na verdade, de estomatites vesiculares ou outras enfermidades sem perfil epidemiológico. O órgão esclarece ainda que, ao contrário dos bovinos, os suínos, caprinos e ovinos, considerados "animais sentinelas", não devem ser vacinados contra a febre aftosa, pois, como são ainda mais suscetíveis, servem de aviso da presença dos vírus da doença.