Meta é ampliar a cobertura vacinal
Ampliar ainda mais o índice de cobertura vacinal do rebanho baiano, superando o recorde histórico de 96,8%, registrado em março deste ano, na primeira etapa da campanha.
Esta é a meta da Adab para a segunda fase de vacinação, iniciada no dia 1o deste mês com o tema "Você já vacinou todo seu gado?".
Para tanto, veterinários da empresa vão monitorar as propriedades dos 270 mil criadores cadastrados em todos os 417 municípios baianos, além de reservas indígenas e assentamentos.
"Em parceria com criadores e produtores, a Adab vem realizando um grande trabalho, evitando que a pecuária baiana venha a sofrer prejuízos com a ocorrência da doença", afirmou o secretário da Agricultura, Geraldo Simões.
Na avaliação do diretorgeral da Adab, Altair Santana, as atividades de dia de campo, realizadas ao longo do mês de março em diferentes regiões do estado, contribuíram para o sucesso da vacinação, à época.
"Vamos repetir a dose agora, com a meta de imunizar todo o rebanho", disse. Até então, o maior índice de imunização tinha sido de 95,8%, registrado em setembro do ano passado.
Ações mantêm doença longe De acordo com Valentin Fidalgo, diretor de Defesa Sanitária Animal da Adab, a Bahia tem sido um dos estados que mais avançaram no combate à doença, implementando uma série de ações que acabaram contribuindo para o título de "Zona Livre da Febre Aftosa Com Vacinação", obtido em 2001. "Temos alcançado índices muito bons de vacinação, muito acima dos 85% exigidos pela Organização Internacional de Saúde Animal", diz.
Fidalgo garante que houve um grande avanço no controle da doença, com o engajamento do governo e produtores ao Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, através de ações articuladas e adesão maciça às campanhas de vacinação. Ele destaca ainda a criação da Adab, em 1999, como medida fundamental na luta para manter o rebanho baiano são e salvo.
Zona tampão Um dos cuidados também tem sido a vigilância constante na chamada Zona Tampão. Localizada nas divisas com os estados do Piauí, Pernambuco e Alagoas (que não são considerados áreas livres da febre aftosa), a zona funciona como um cordão de isolamento e possui cerca de 1.200 quilômetros de extensão. Os animais da Zona Tampão não podem ingressar nas áreas livres. "Por lá, a atenção é redobrada. Não entra nenhum animal", garante Fidalgo.
Segundo o diretor de Defesa Sanitária Animal, o governo vem adotando as medidas recomendadas pelo código zôo-sanitário internacional para a prevenção e controle da doença. "É por conta dessas ações que há dez anos não temos nenhum registro de ocorrência da febre aftosa", revela.
Rotineiramente, a Adab realiza serviços de controle e fiscalização do trânsito de animais, cadastra propriedades, atende a suspeitas de enfermidades vesiculares, promove a vacinação maciça dos rebanhos bovino e bubalino, além de controlar a produção de vacinas e fiscalizar os estabelecimentos revendedores.