Mercado de eqüinocultura

11/09/2007

Mercado de eqüinocultura

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil divulgou que o agronegócio cavalo movimenta no país R$ 7,3 bilhões ao ano e emprega 3,2 milhões de pessoas.

>O Brasil é dono do terceiro maior rebanho de eqüinos no mundo, com cinco milhões de cabeças, sendo que, desse volume, existem 260 mil exemplares vivos da raça Mangalarga Marchador, que gera 40 mil empregos diretos e mobiliza 200 mil pessoas indiretamente. A espécie é considerada pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM), Eduardo Simões, líder "em tudo", em exposições, concursos de marcha, enduro, lida com o gado, em provas funcionais e cavalgadas.

>Na Bahia, a eqüinocultura movimenta cerca de R$ 750 mil e gera milhares de empregos diretos, segundo o presidente da Associação Baiana dos Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM), Oscar Villas Boas. Nesse segmento do agronegócio, a raça Mangalarga Marchador é um dos destaques.

>Os estados com maior quantidade de cavalos dessa espécie são Minas Gerais, com rebanho de 88.437 cabeças; Rio de Janeiro, com 49.029; e Bahia, com 30.037 cabeças.
O Mangalarga Marchador é o orgulho dos criadores da Bahia.
Uma prova do sucesso da raça foi o desempenho dos cavalos baianos na XXV Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, em julho deste ano, em Belo Horizonte (MG). Os animais conquistaram 17 premiações. "É a primeira vez que a Bahia conquista tantos prêmios na Exposição Nacional. Foi um recorde muito importante para os criadores e para a raça", declarou Villas Boas.

>Para o presidente da ABCCMM, o resultado da Bahia no evento é o reflexo de bons investimentos que os criadores baianos vêm fazendo. "A Bahia sempre teve muitos e bons criadores", comentou Simões.
O orgulho, a dedicação e a felicidade dos criadores baianos de Mangalarga Marchador com as premiações na XXV Exposição Nacional ficaram evidentes com o grito "Oh, oh, a gameleira é nossa!", relembrou com satisfação um dos criadores, Arzênio Barreto, proprietário do haras Pau da Rola e dono do cavalo Baluke de Malta, que conquistou o tricampeonato nacional de marcha.

>Outra vitoriosa foi a égua Cristal Rancho Brasil, de propriedade do haras EOA, de Maurício Odebrech. O animal, o mais premiado do estado, foi campeão de marcha e nas categorias égua adulta de raça, graduada e graduada de marcha.