11/09/2007
Uma nobre raça
Do cruzamento da raça Alter, de origem portuguesa, com cavalos selecionados por criadores de Minas Gerais surgiu o Mangalarga Marchador, uma espécie genuinamente brasileira. Foi o rei Dom João VI, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, que trouxe os primeiros exemplares de Alter, que tem como base de formação a raça espanhola andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânica e berbere. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, belo, de temperamento dócil e próprios para a montaria.
Os cavalos da raça Alter eram muito valorizados em Portugal e alvo dos investimentos da família real no aprimoramento da espécie. A Coudelaria de Alter, um haras criado em 1748 por Dom João V, durante o século XVIII, formou animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para atividades de lazer e serviços. O cruzamento dessa espécie com cavalos selecionados do sul de Minas deu origem à raça Mangalarga Marchador, que tem como função principal a marcha, que é um passo acelerado, caracterizado por transportar cavaleiros de maneira cômoda, diferentemente dos animais de trote.
O berço do Mangalarga Marchador foi a fazenda mineira Campo Alegre, do Barão de Alfenas, que foi presenteado por Dom João VI com um exemplar de Alter e a quem é atribuída a responsabilidade pela formação da raça no Brasil. "A necessidade dos barões do café em realizar longas viagens até a corte, no Rio de Janeiro, favoreceu a seleção de cavalos mais resistentes e com andamento mais cômodo para percorrer grandes distâncias em menor espaço de tempo, encurtando e tornando mais confortáveis as viagens", contou o presidente da ABCCMM da Bahia, Oscar Villas Boas, informando ainda que a introdução da raça na Bahia se deu pela Região Sul através dos tropeiros.
Quanto ao nome Mangalarga Marchador, existem várias explicações, sendo a mais consistente relacionada à Fazenda Mangalarga, em Pati dos Alferes, no Rio de Janeiro. O nome da fazenda era o mesmo de uma serra da região e seu proprietário, um rico fazendeiro, impressionado com os cavalos da família do Barão de Alferes, adquiriu alguns exemplares para realizar passeios pela cidade.
Nos passeios a cavalo do barão pelo Rio de Janeiro, quando alguém se interessava pelo animal, ele indicava o lugar onde o comprou, as fazendas do sul de Minas. Quando os interessados procuravam os fazendeiros mineiros, as referências eram os cavalos da fazenda Mangalarga. Já o nome Marchador foi acrescentado pelo fato de alguns daqueles cavalos terem a função de marchar em vez de trotar.
BELEZA E FUNCIONALIDADE O temperamento ativo e dócil, podendo ser montado por pessoas de todas as faixas etárias e níveis de equitação; a resistência, tendo grande capacidade para fazer longas viagens e enfrentar desafios naturais; a inteligência, sendo facilmente adestrado; e a rusticidade, opção de criá-lo somente em regime de pasto, diminuindo seu custo de produção e manutenção, facilitando seu manejo, são algumas das qualidades do Mangalarga Marchador.
O cavalo também é forte e musculoso, sem deixar de ser leve, características que expressam força e elegância. A sua altura mínima é de 1,47 m; a máxima, de 1,57 m; e a altura ideal é de 1,52 m. Outros dados importantes para reconhecer um Mangalarga Marchador são: cabeça triangular, pescoço piramidal, tronco forte e costelas bem arqueadas. Mas algo genuíno da raça é o seu andamento.
Durante a marcha, o Mangalarga Marchador faz um semicírculo no ar com os membros anteriores e usa os posteriores como uma alavanca para ter impulso. Marchando, o cavalo alterna os apoios diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário – o tríplice apoio –, momento em que três membros tocam o solo ao mesmo tempo.
O Mangalarga Marchador tem como função principal a marcha e como objetivos as exposições, os concursos de marchas, o enduro, a lida com o gado, as provas funcionais, cavalgadas e outras atividades de lazer.
O criador Arzênio Barreto comentou que tem crescido muito a procura pelo cavalo por crianças e mulheres, que o utilizam para cavalgadas, e pelos montadores de final de semana. A fácil atuação do Mangalarga Marchador frente a obstáculos naturais demonstra sua aptidão nata para o trabalho e o esporte.
Os cavalos da raça Alter eram muito valorizados em Portugal e alvo dos investimentos da família real no aprimoramento da espécie. A Coudelaria de Alter, um haras criado em 1748 por Dom João V, durante o século XVIII, formou animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para atividades de lazer e serviços. O cruzamento dessa espécie com cavalos selecionados do sul de Minas deu origem à raça Mangalarga Marchador, que tem como função principal a marcha, que é um passo acelerado, caracterizado por transportar cavaleiros de maneira cômoda, diferentemente dos animais de trote.
O berço do Mangalarga Marchador foi a fazenda mineira Campo Alegre, do Barão de Alfenas, que foi presenteado por Dom João VI com um exemplar de Alter e a quem é atribuída a responsabilidade pela formação da raça no Brasil. "A necessidade dos barões do café em realizar longas viagens até a corte, no Rio de Janeiro, favoreceu a seleção de cavalos mais resistentes e com andamento mais cômodo para percorrer grandes distâncias em menor espaço de tempo, encurtando e tornando mais confortáveis as viagens", contou o presidente da ABCCMM da Bahia, Oscar Villas Boas, informando ainda que a introdução da raça na Bahia se deu pela Região Sul através dos tropeiros.
Quanto ao nome Mangalarga Marchador, existem várias explicações, sendo a mais consistente relacionada à Fazenda Mangalarga, em Pati dos Alferes, no Rio de Janeiro. O nome da fazenda era o mesmo de uma serra da região e seu proprietário, um rico fazendeiro, impressionado com os cavalos da família do Barão de Alferes, adquiriu alguns exemplares para realizar passeios pela cidade.
Nos passeios a cavalo do barão pelo Rio de Janeiro, quando alguém se interessava pelo animal, ele indicava o lugar onde o comprou, as fazendas do sul de Minas. Quando os interessados procuravam os fazendeiros mineiros, as referências eram os cavalos da fazenda Mangalarga. Já o nome Marchador foi acrescentado pelo fato de alguns daqueles cavalos terem a função de marchar em vez de trotar.
BELEZA E FUNCIONALIDADE O temperamento ativo e dócil, podendo ser montado por pessoas de todas as faixas etárias e níveis de equitação; a resistência, tendo grande capacidade para fazer longas viagens e enfrentar desafios naturais; a inteligência, sendo facilmente adestrado; e a rusticidade, opção de criá-lo somente em regime de pasto, diminuindo seu custo de produção e manutenção, facilitando seu manejo, são algumas das qualidades do Mangalarga Marchador.
O cavalo também é forte e musculoso, sem deixar de ser leve, características que expressam força e elegância. A sua altura mínima é de 1,47 m; a máxima, de 1,57 m; e a altura ideal é de 1,52 m. Outros dados importantes para reconhecer um Mangalarga Marchador são: cabeça triangular, pescoço piramidal, tronco forte e costelas bem arqueadas. Mas algo genuíno da raça é o seu andamento.
Durante a marcha, o Mangalarga Marchador faz um semicírculo no ar com os membros anteriores e usa os posteriores como uma alavanca para ter impulso. Marchando, o cavalo alterna os apoios diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário – o tríplice apoio –, momento em que três membros tocam o solo ao mesmo tempo.
O Mangalarga Marchador tem como função principal a marcha e como objetivos as exposições, os concursos de marchas, o enduro, a lida com o gado, as provas funcionais, cavalgadas e outras atividades de lazer.
O criador Arzênio Barreto comentou que tem crescido muito a procura pelo cavalo por crianças e mulheres, que o utilizam para cavalgadas, e pelos montadores de final de semana. A fácil atuação do Mangalarga Marchador frente a obstáculos naturais demonstra sua aptidão nata para o trabalho e o esporte.