Exportações baianas já somam US$4,6 bi no ano
As exportações baianas somaram US$4,6 bilhões, no acumulado entre janeiro e agosto de 2007, apresentando incremento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), nos primeiros oito meses do ano foi gerado um saldo positivo de mais de US$1,1 bilhão, já que as importações totalizaram US$3,5 bilhões. No mês passado, especificamente, as vendas bateram novo recorde histórico, da ordem de US$677 milhões.
A liderança da Bahia nas exportações nordestinas continua com folga e o estado representa sozinho mais de 50% de todas as vendas externas da região. Mas, segundo o Promo, a alta dos preços é o fator que vem sustentando o crescimento, já que o volume físico é declinante (-2,6%), em função, principalmente, da valorização cambial. O superintendente do Centro de Negócios, Ricardo Saback, acredita que medidas e políticas que aumentem a competitividade, como redução de impostos e dos juros, além de melhoria da infra-estrutura, podem prolongar o fôlego exportador.
Os melhores desempenhos registrados no acumulado dos primeiros oito meses foram registrados pelos catodos de cobre, com US$440,2 milhões e incremento de 92,5%; a celulose, com US$480 milhões e alta de 17%; o benzeno, com US$133 milhões e aumento de 56,5%, e os pneus, cujo segmento somou US$134 milhões e um crescimento de nada menos que 250%. Entre os produtos básicos, o farelo de soja somou vendas de US$139,3 milhões e incremento de 78,8%; enquanto a soja em grão totalizou US$138,2 milhões e alta de 99,3%.
Os maiores mercados para os produtos baianos continuam sendo os Estados Unidos, com 20% de participação; a Argentina, com 12%; os Países Baixos, com 9,5%, e a China, com 8% de participação. Entre os principais fornecedores ao estado, o Chile lidera, com 21%; seguido da Argentina, com 13%; EUA, com 8%, e a Argélia, com 7,5%.