Trabalho infantil recua, porém ainda atinge 5,1 milhões de pessoas no País
O trabalho infantil no Brasil, definido como o que abrange a faixa etária de 5 a 17 anos, continuou seu movimento de queda em 2006, atingindo a marca de 11,5%, ou 5,1 milhões de pessoas, comparado com 12,2% em 2005. Em 1995, essa marca era de 18,7%.
De acordo com a pesquisa, o trabalho infantil é fortemente concentrado nos meninos (14,5% no ano passado), que se compara a um nível de 8,3% para as meninas. No Brasil em geral, as crianças e adolescente de 5 a 17 anos representaram, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006, uma parcela de 5,7% da população ocupada.
Entre as regiões, essa fatia alcançou seu maior tamanho no Nordeste, onde ficou em 8,4%.
Mas foi lá também onde houve o maior recuo, de um ponto percentual, em relação à proporção de 9,4% em 2005. Os dados da Pnad 2006 mostram que o 41,14% da população no trabalho infantil estava na atividade agrícola, apesar de a proporção de trabalhadores nesse setor na economia já ser inferior a 20%.
A maioria, 64,4%, era do sexo masculino, e 59,1% eram pretos e pardos. A renda média per capita das famílias com trabalho infantil em 2006 era de R$ 280, e a carga horária média semanal das crianças e adolescentes foi de 20 horas. A Pnad revelou que havia 237 mil crianças entre 5 e 9 anos trabalhando no Brasil em 2006 (na última semana de setembro, quando a pesquisa foi a campo), representando 4,6% do contingente entre 5 e 17 anos no trabalho infantil.