Adab traça estratégia para protege
A Bahia está traçando estratégias para proteger a cultura da palma forrageira da cochonilha carmin, praga que já dizimou mais de 70 mil dos 500 mil pés plantados em todo o semi-árido brasileiro.
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) iniciou ontem uma excursão técnica aos estados de Pernambuco e Paraíba com o objetivo de traçar os primeiros planos para prevenção e controle da cochonilha no estado.
As ações, que são coordenadas pela Adab e contam com o apoio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), visam proteger a cultura da palma forrageira na Bahia, diante da ameaça de disseminação da praga.
A cochonilha já atingiu 32 municípios da divisa entre o sertão de Pernambuco e da Paraíba, e preocupa a defesa fitossanitária baiana, pois a Bahia é indene – não sofreu nenhum dano da doença.
Importância – Segundo o diretor de defesa sanitária vegetal da Adab, Cássio Peixoto, a palma forrageira tem grande importância socioeconômica para os agricultores familiares do semi-árido da Bahia. Eles utilizam a palma como alimento do rebanho e até mesmo como consumo próprio.
>A excursão técnica da Adab terá início no município de Sertânia (PE), na sede da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), principal referência do estudo de manejo fitossanitário da praga no país.
Já no município paraibano de Monteiro, os técnicos da Adab ouvirão uma palestra do engenheiro agrônomo e pesquisador da Secretaria de Agricultura da Paraíba, Rêmulo Araújo, sobre os diversos aspectos da identificação e manejo da cochonilha do carmim naquele estado.
Diagnóstico atual, histórico da praga, biologia, importância econômica dos corantes, controle químico e alternativo, resultados de pesquisas, variedades resistentes e sistema de plantio são alguns dos temas a serem apresentados pelo pesquisador.
Estrago feito por inseto
A cochonilha do carmim (inseto da subespécie Dactylopius coccus) é uma praga que tem origem no México e Peru. O inseto, ao se instalar na palma, suga sua seiva e inocula toxinas, deixando-a completamente seca em apenas 15 dias. O semi-árido é muito suscetível por não haver predadores naturais e possuir o clima seco e quente durante todo o ano, permitindo os ciclos reprodutivos.