Justiça determina rotulagem para óleos
A Justiça de São Paulo (3ª Vara Cível) determinou que os óleos de soja das marcas Soya e Liza - pertencentes às multinacionais Bunge e Cargill, respectivamente - acusem, por meio de rotulagem, a presença de organismos geneticamente modificados (OGMs) em sua composição, segundo o Greenpeace. A decisão, passível de recurso, saiu em resposta a uma denúncia feita pela ONG em 2005.
Conforme a liminar concedida, as empresas têm 30 dias para cumprir a determinação. Procuradas pelo Valor, Bunge e Cargill afirmaram que ainda não tinham sido notificadas oficialmente sobre a decisão da Justiça paulista, mas ambas reiteraram que seus produtos cumprem rigorosamente a legislação brasileira.
A legislação determina que alimentos com mais de 1% de transgenia em sua composição devem trazer esta informação no rótulo. Bunge e Cargill afirmam que não é o caso dos óleos em pauta. (FL)