Commodities Agrícolas
Dólar fraco influência
Os preços futuros do cacau subiram ontem na bolsa de Nova York, batendo a maior cotação em oito semanas. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que a queda do dólar em relação à libra provocou um movimento de compras de arbitragem, ou seja, muitos operadores venderam contratos em Londres e compraram em Nova York. Notícias de que as chuvas beneficiam a produção do cacau na Costa do Marfim ajudou a pressionar preços em Londres. Em Nova York, o contrato para março subiu US$ 27, para US$ 1.975 por tonelada. Em Londres, o contrato para março recuou 3 libras, para 1.005 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba subiu 0,8%, para R$ 61,50, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Pouca chuva em SP
A falta de chuvas em São Paulo está obrigando citricultores a acelerar a colheita neste ano e deve afetar a produção no próximo ciclo, informou a Abecitrus (que reúne as indústrias de suco) à agência Reuters. Conforme a Casa de Agricultura de Bebedouro, a falta de chuvas entre agosto e setembro afetou a florada dos laranjais, o que causará queda na produção em 2008. Hoje 15% da safra paulista é irrigada. Ontem, os preços do suco subiram na bolsa de Nova York, com compras de especuladores, motivados pela previsão de tempestades no Oceano Atlântico, segundo a Dow Jones Newswires. O contrato para janeiro subiu 230 pontos e fechou a US$ 1,3035 por libra-peso. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja foi vendida às indústrias de suco a R$ 10, segundo o Cepea/Esalq.
De olho na Austrália
Os preços futuros do trigo subiram ontem nas bolsas de Chicago e Kansas, com compras de especuladores, encorajados por notícias de que a safra da Austrália afetará a oferta global do produto. Na semana passada, o governo daquele país reduziu sua estimativa de safra em 31%, para 15,5 milhões de toneladas, devido à seca. Ontem, o governo do Iraque confirmou a compra de 400 mil toneladas de trigo dos EUA, o que também ajudou a dar suporte aos preços, informou a agência Bloomberg. Em Chicago, o contrato para março valorizou-se 5,75 centavos de dólar, para US$ 8,8325 por bushel. Na bolsa de Kansas, o contrato para março teve alta de 9 centavos de dólar, fechando a US$ 8,63 por bushel. No Paraná, o preço médio da saca recuou 0,39%, para R$ 35,72, segundo o Deral.
Rolagem de posições
Os preços futuros do açúcar fecharam ontem com ligeira alta, impulsionados por movimento de rolagens de posição dos contratos de outubro para março, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a 10,14 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 6 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março fecharam a US$ 288,50 a tonelada, com aumento de US$ 1. Analistas de mercado informaram que os especuladores foram compradores, mas países produtores foram vendedores. Em São Paulo, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 24,94, segundo o índice Cepea/Esalq. O Grupo Cosan, maior companhia de açúcar do Brasil, não descarta a possibilidade de investir em álcool no México, desde que haja tarifa livre de álcool para os EUA.