Oferta dos EUA em subsídio agrícola é positiva', diz Amorim
NOVA YORK - O Brasil classificou a última oferta dos Estados Unidos de cortar seus subsídios agrícolas como um movimento positivo, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, nesta segunda-feira, antes de um encontro dos países integrantes do BRIC.
Temos esse sentimento de que há uma sinalização positiva dos Estados Unidos em relação a subsídios agrícolas. O presidente Lula vai confirmar isso e irá mostrar a sua boa vontade em negociar - afirmou ele a jornalistas em Nova York.
O BRIC representa o grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China, cujos representantes se reúnem em Nova York nesta segunda-feira para discutir o progresso da Rodada de Doha de negociações comerciais, antes da reunião anual da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas nesta semana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente norte-americano, George W. Bush, na segunda-feira à noite para discutir a Rodada de Doha, entre outros assuntos.
Na semana passada os Estados Unidos concordaram em reduzir seu teto para os subsídios agrícolas para de 13 bilhões a 16,4 bilhões de dólares por ano, de acordo com o mediador das negociações agrícolas, o embaixador da Noza Zelândia na Organização Mundial de Comércio, Crawford Falconer.
Washington havia dito anteriormente que reduziria o teto para 22,5 bilhões de dólares, em comparação com os 45 bilhões atualmente, e sinalizou que poderia chegar a 17 bilhões de dólares. O bloco G20 de países em desenvolvimento quer reduzir os subsídios agrícolas dos EUA para 12,5 bilhões.
Amorim afirmou que a oferta 'está melhorando' mas acrescentou que uma margem de 13 bilhões a 16 bilhões de dólares ainda é muito grande.
Precisamos saber se está mais perto de 13 bilhões de dólares ou de 16 bilhões. Quanto mais próximo de 13 bilhões, acho que outros países podem se movimentar um pouco - disse.
Diplomatas afirmaram que a mudança da posição norte-americana em relação à agricultura pode garantir avanços em outras áreas complicadas das negociações, incluindo produtos industrializados.