Fornecedores operam a plena carga

28/09/2007

Fornecedores operam a plena carga 
 

 

O "boom" do etanol levou empresas de bens de capital a multiplicar as vendas nos últimos três anos. As companhias operam à plena capacidade e investem para dar conta da demanda. "Entrega de equipamentos, só para 2009", diz Hélcio Aunhão, diretor do segmento de açúcar e álcool da Siemens Ltda. Ele diz que as vendas para o setor cresceram 300% no exercício que se encerra em 30 de setembro. Serão R$ 200 milhões, incluindo desde sistemas de geração e distribuição de energia a unidades remotas de controle de processos e automação.

Com faturamento de R$ 5,4 bilhões em 2006, o Grupo Siemens trabalha no Brasil com mais de 20 empresas em seis unidades de negócio: automação, geração, distribuição e transmissão de energia, medicina, transporte e indústria automotiva, iluminação, TI e telecom. Apesar da queda nos preços do álcool, o setor deverá continuar crescendo, mesmo que num ritmo menor, acredita Aunhão. Ele informa que há 62 projetos firmes de novas usinas e outro tanto em processo de estudo de viabilidade econômica.

"O investidor nacional que não é do ramo ainda examina a viabilidade econômica do setor. Mas os usineiros nacionais tem projetos firmes, muitos em associação com grupos estrangeiros profissionais em gestão de negócios, que vieram para ficar. É gente com competência na produção se aliando às empresas com competência de gestão, o que cria um espaço interessante para a Siemens", diz Aunhão.

A companhia de origem inglesa APV, pioneira na fabricação de trocadores de calor a placas, com fábrica em São Bernardo do Campo (SP) desde 1950, investe R$ 33 milhões em um novo centro de serviços e nova unidade industrial. "Queremos diminuir a distância entre nossos clientes", diz o diretor presidente da APV South America, Christian Moller. A nova unidade está sendo construída em Aparecida de Goiânia (GO) e o local da fábrica, ainda não definido, em Goiás ou São Paulo.

A companhia que surgiu para atender aos laticínios, hoje tem nos setores de açúcar e álcool e de sucos tropicais boa parte das vendas. Graças a essa boa fase, espera fechar o ano fiscal de 2007 com um crescimento nas vendas de até 40%, para algo próximo a R$ 100 milhões.

A Sermatec, de Sertãozinho, que produz moendas, caldeiras, difusores e colunas de destilação, e a Renk Zanini, de Cravinhos (SP), fabricante de redutores de velocidade, acoplamentos, mancais e outros equipamentos para acionamentos de turbinas, também deram um salto. Controladas pela Zanini, da família Biagi, terão receita líquida de R$ 750 milhões, um crescimento de 650% em relação a 2003.