Commodities Agrícolas

01/10/2007

Commodities Agrícolas

 


Disparada em NY
 
Compras especulativas, fatores técnicos e a expectativa de impacto do clima - ainda que moderado - em pomares de laranja da Flórida determinaram a forte valorização das cotações do suco na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,2910 por libra-peso, em alta de 300 pontos, ao passo que os futuros para entrega em janeiro subiram 290 pontos e alcançaram US$ 1,2940. Mais volátil do que o normal nas últimas semanas, o mercado aguarda a nova estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a produção da fruta no país, que será divulgada nos próximos dias. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 10,04 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq. 


Clima impulsiona


 
Os preços futuros do café fecharam com ligeira queda, na sexta-feira, na bolsa de Nova York, pressionados por movimento de realização de lucro, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,3230 a libra-peso, recuo de 25 pontos. Em Londres, os contratos para novembro encerraram a US$ 1.914 a tonelada, alta de US$ 23. Os preços se manterão "muito altos" devido ao clima seco no Brasil, disse Néstor Osorio, diretor-executivo da OIC (Organização Internacional do Café), à agência Bloomberg. "Os estoques estão em um nível baixo", afirmou Osorio. Há o receio de que a safra brasileira não será tão grande quanto se esperava. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 265, segundo o Escritório Carvalhaes. 


Captação cresce


 
A captação de leite pelas empresas subiu em agosto, segundo o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) do Cepea/Esalq. Entre julho e agosto, a captação subiu 7,08% no país. Em igual período do ano passado, a elevação havia sido de 2,5%. O índice de agosto (129,58) foi o maior desde o início do levantamento, em junho de 2004. Com a maior captação, 68% dos agentes de mercado consultados pelo Cepea acreditam em queda de preços em outubro; 30% em estabilidade e 2% em alta. O Cepea indicou ainda que, entre sete Estados pesquisados, o valor médio pago ao produtor em setembro - referente ao leite entregue em agosto - subiu 4,5% em relação ao mês anterior, alcançando R$ 0,80 o litro. O ritmo de alta desacelerou. Em Goiás, a alta foi de 7%, para R$ 0,8459, e em Minas, de 5,13%, para média de R$ 0,8267/litro. 


Alojamento em alta


 
O alojamento de pintos de corte no país totalizou 444,8 milhões de cabeças em agosto, 12,22% mais que em igual período do ano passado, conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco). Em julho, haviam sido alojados 434,6 milhões de unidades. A produção brasileira de carne de frango em agosto foi de 871.782 toneladas, 14,04% mais do que no mesmo mês de 2006. Com a exportação de 304.735 toneladas, a disponibilidade interna de carne de frango em agosto foi de 567.047 toneladas, 21,87% mais do que em igual mês de 2006. Até agosto, a produção nacional de carne de frango soma 6,713 milhões de toneladas, alta de 9,4% sobre janeiro a agosto de 2006. A oferta crescente segura os preços. Em São Paulo, o frango vivo está estável em R$ 1,60 o quilo na granja, segundo a Jox.