Abate ilegal de frangos atinge 30% em Conquista

01/10/2007

Abate ilegal de frangos atinge 30% em Conquista

 


Das 230 toneladas de carne de frango distribuídas semanalmente em Vitória da Conquista (a 509 km de Salvador, no sudoeste) pelo menos 30 delas tem origem no abate clandestino. O mercado, que representa mais de 30% no município, expõe o consumidor a riscos desde intoxicação alimentar até a morte. Na década passada, o abate clandestino de frango respondia por 100% no terceiro maior município da Bahia, com cerca de 300 mil habitantes.

Atualmente, existe apenas um abatedouro regional com inspeção sanitária estadual, realizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) num raio de mais de 200 km quadrados. O restante, cerca de 30 granjas e pequenos abatedouros, respondem pelo volume de 70% carne e subprodutos clandestinos. Somado aos de “fundo de quintal”, este número chega a quase 700 unidades – considerando-se uma proporção de duas para cada uma das 284 localidades De acordo com a Lei Estadual nº. 7.705/92, regulamentada pelo Decreto nº. 39.972/95, animais devem ser abatidos em matadourofrigorífico ou abatedouro. Não é o que ocorre em Conquista e região, onde as aves são abatidas em locais inadequados, sem higiene e transportados em seguida sem os critérios de proteção à saúde do consumidor.

Como se não bastasse o descumprimento da legislação, os clandestinos cometem outros crimes: sonegação fiscal e utilização de rotas clandestinas para trânsito de aves vivas de outros estados para a Bahia. A entrada é proibida pelo Ministério da Agricultura por questões sanitárias.

De acordo com a coordenadora regional da Adab, agrônoma Rosana Ladeia, existe uma barreira sanitária fixa na divisa Bahia/ Minas Gerais (na BR-116), que funciona 24 horas com fiscais controlando o trânsito de animais.

Ladeia garante que só têm acesso ao Estado os que estão de acordo com a legislação.

Além disso, continua a coordenadora, há também barreiras móveis, que através de blitz em rodovias e pontos estratégicos com o apoio das polícias Rodoviárias Federal, Estadual e Militar, aperfeiçoam essas ações.

Todos os produtos clandestinos apreendidos são inutilizados com substâncias químicos no momento da apreensão e destruídos em fornos crematórios ou outros locais apropriados, atendendo a legislação.

SERVIÇO| No caso de suspeita | o consumidor pode acionar o Procon pelo fone (77) 3424 8911.