Nova sede é sonho de trabalhadores
Os pescadores e marisqueiras trabalham de forma artesanal e produzem seus próprios apetrechos, como gaiolas, manzuás (armadilhas feitas de palha na qual o peixe entra e não consegue sair) e redes de malhas para capturar peixes e camarões.
“Temos sempre que costurar as redes, que se rompem com o lixo e os vidros”, reclama o presidente da Amapesca, José Roque J. Filho, que tem planos ambiciosos para a entidade.
Segundo ele, o governo federal, através do Ministério da Pesca, solicitou, em 2005, ao governo municipal que cedesse um terreno próximo ao mangue com o compromisso de financiar a construção, no local, de uma sede para a associação. De acordo com José, a doação ainda não se efetivou, porém, afirma, houve aprovação, este ano, pela Câmara de Vereadores.
No local, conta, irá funcionar o Centro Sócio-Ambiental da Amapesca, espaço que comportará beneficiamento de mariscos e pescados, biblioteca, telecentro, salas de aula para o projeto Pescando Letras (de alfabetização de pescadores jovens e adultos).
O espaço também contará com unidade para fabricação de canoas de fibra de vidro, unidade médico-odontológica, ambulância, caminhão para transporte dos pescados, Casa da Mulher Marisqueira (destinada a fazer artesanato com as cascas de mariscos, formando uma fonte de renda alternativa).
Uma minifábrica móvel de gelo também está prevista no projeto, além do reaproveitamento de um tanque já existente no terreno para criação de peixes, uma cozinha e, por fim, alojamento para pesquisadores e pescadores de outras regiões. (A.N.)