Commodities Agrícolas

02/10/2007

Commodities Agrícolas


Disparada à vista
 
O preços do trigo provavelmente estarão na faixa "entre US$ 13 e US$ 19 (por bushel)" em breve, à medida que a disparada da demanda reduz os estoques mundiais, disse Greg Smith, diretor da Global Commodities Ltd, à agência Bloomberg. Os preços do trigo mais do que dobraram nos últimos 12 meses e provavelmente continuarão subindo, puxados pela demanda da China, segundo ele. Smith acredita que a alta dos preços poderá desencadear "agroinflação", ou seja, a elevação dos preços de produtos alimentícios, como o pão. Em Kansas, os contratos do trigo para março fecharam ontem a US$ 9,47 o bushel, elevação de 13,50 centavos. Em Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 9,6050 o bushel, alta de 16,25. No Paraná, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 34,80, segundo o Deral. 

Pouca chuva 
 
Os preços futuros do café dispararam ontem, nas bolsas internacionais, impulsionados pela poucas chuvas sobre as regiões produtoras de café do Brasil, maior produtor e exportador mundial. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,3840 a libra-peso, com alta de 610 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para janeiro encerraram a US$ 1.831 a tonelada, com aumento de US$ 26. Os analistas estão atentos ao clima no Brasil por conta do período de floração dos cafezais. A florada ocorre entre setembro e novembro. As chuvas que caíram sobre os cafezais no fim de semana em São Paulo e sul de Minas ficaram abaixo da expectativa. No mercado paulista, o preço médio da saca de 60 quilos ficou em R$ 270,00, segundo o Escritório Carvalhaes. 

Exportações crescem
 
As exportações brasileiras de açúcar atingiram 1,89 milhão de toneladas em setembro, queda de 14% sobre agosto. Em relação ao mesmo período de 2006, a alta é de 26%, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio compilados pela Dow Jones. Do total embarcado em setembro, 1,2 milhão são de demerara e 698,7 mil de refinado. Os embarques de álcool ficaram em 336,6 milhões de litros em setembro, recuo de 4,2% sobre agosto e baixa de 6,8% sobre setembro de 2006. Em Nova York, os contratos de açúcar para maio fecharam a 9,99 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 20 pontos. Em Londres, os contratos de março fecharam a US$ 283,50 a tonelada, baixa de US$ 3,30. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 24,39, de acordo com o Cepea/Esalq. 

À espera do USDA
 
As cotações do suco de laranja registraram pouca variação ontem na bolsa de Nova York, com os traders locais à espera do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a produção da fruta na Flórida. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,2930 por libra-peso, em alta de 20 pontos, ao passo que janeiro caiu 20 pontos, para US$ 1,2920. Não houve notícias novas ligadas aos chamados "fundamentos" do mercado ontem, e as variações observadas podem ser encaradas como um movimento de consolidação. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 10,04 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq.