Commodities Agrícolas

05/10/2007

Commodities Agrícolas

 

Estiagem no Brasil

Impulsionadas pelo risco de que a estiagem que atualmente domina algumas regiões produtoras de laranja de São Paulo se reverta em quebra da safra estadual da fruta, as cotações do suco subiram ao maior patamar em quase dois meses ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro subiram 310 pontos, para US$ 1,3725 por libra-peso. À agência Bloomberg, José Luiz Cutrale, dono da empresa que leva seu sobrenome - a maior do mundo no ramo -, disse que a seca poderá reduzir a produção em cerca de 5%. Mas se chover, observou Cutrale, "tudo vai ficar bem". No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu por R$ 10,06 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq. 

Realização de lucros 

Os preços futuros do café fecharam em queda ontem (dia 4), pressionados por movimento de realização de lucro no mercado. Em Nova York, os contratos para março encerraram a US$ 1,3880 a libra-peso, com queda de 70 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para janeiro recuaram US$ 10, para US$ 1.816 a tonelada. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 269,25, recuo de 0,57%, de acordo com o índice Cepea/Esalq. No mês passado, os preços médios do café arábica fecharam a R$ 259,15, com alta de 10,9% sobre setembro de 2006. O robusta encerrou o mês a R$ 205,14, com aumento de 12,1% sobre igual período de 2006. Segundo relatório do Cepea, a alta dos preços do grão foi puxada pelo longo período de estiagem nas principais regiões produtoras do país. 

Na esteira do trigo

Os preços futuros do milho encerraram a quinta-feira com perdas modestas na bolsa de Chicago, influenciadas pelo comportamento do trigo, em uma sessão considerada de "consolidação". Segundo a Dow Jones Newswires, não houve notícias novas ligadas aos chamados "fundamentos" do mercado capazes de exercer maior influência sobre o mercado. Os especuladores também se mostraram pouco interessados no mercado. Os contratos com vencimento em dezembro caíram 2,25 centavos de dólar por bushel, para US$ 3,4225, ao passo que os papéis para entrega em março encerrou o pregão a US$ 3,59, em queda de 2 centavos. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a saca de 60 quilos registrou variação negativa de 0,49% e fechou a R$ 26,78. No mês, a queda já chega a 1,99%. 

Plantio maior nos EUA 
 

Os preços futuros de trigo recuaram ontem (dia 4) nas bolsas de Chicago e Kansas, com vendas de especuladores, influenciados por notícias de que os preços atuais podem encorajar um aumento da área plantada nos EUA, informou a Bloomberg. William Tierney, vice-presidente da John Stewart & Associates e ex-economista do Departamento de Agricultura (USDA), prevê aumento de 3,3% na área plantada nos EUA em 2008. No Canadá, segundo o governo do país, a produção crescerá 1,6%, para 20,641 milhões de toneladas. Em Chicago, o contrato para março recuou 19,50 centavos de dólar, para US$ 9,16 por bushel. Na bolsa de Kansas, o contrato para março recuou 12 centavos de dólar, para US$ 9,11. No Paraná, o preço médio da saca recuou 0,69%, para R$ 34,77, segundo o Deral.