Antes do previsto, exportação atinge meta
Venda externa bateu nos US$ 117 bi quatro dias antes das projeções feitas pelo Ministério do Desenvolvimento
Denise Chrispim Marin
Os dados finais da balança comercial deste ano e as perspectivas para 2006 serão anunciados pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, no dia 2 de janeiro, em São Paulo.
Mas a projeção cumprida reforça a avaliação de que o setor exportador teve um desempenho excepcional neste ano, apesar da taxa de câmbio valorizada, das carências de logística, do surto de febre aftosa e da pesada carga tributária.
Em boa medida, o resultado se deveu ao baixo crescimento do consumo interno do País e à elevação da demanda mundial, sobretudo da China.
Até a última sexta-feira, os embarques de produtos brasileiros já acumulavam US$ 116,314 bilhões, com crescimento de 22,6% em relação ao ano passado e uma contribuição efetiva para o superávit histórico na balança comercial de US$ 44,007 bilhões.
O ritmo de alta das vendas externas, entretanto, não deverá se repetir em 2006. Nas estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as exportações alcançaram um novo patamar expressivo, com os resultados crescentes dos últimos cinco anos, e aumentarão apenas 7% em 2006.
Desde o início do ano, Furlan alterou duas vezes a meta de exportação em 2005. A primeira, de US$ 108 bilhões, foi abandonada ainda no primeiro semestre, quando a soma dos embarques nos 12 meses haviam superado essa cifra. A seguinte, de US$ 112 bilhões, foi substituída no dia 3 de outubro pela estimativa de US$ 117 bilhões.
De janeiro a novembro, os produtos manufaturados puxavam o ritmo das exportações do ano, com aumento de 24,7% em relação a igual período de 2004.
Entre os itens de melhor desempenho estavam os telefones celulares, o fio-máquina de ferro/aço, os automóveis e os laminados planos.
Nas quatro semanas de dezembro, os produtos básicos deram um salto, com crescimento de 60%, graças a itens como os minérios, a soja e o café.