Commodities Agrícolas
Pressão africana
O aumento da oferta disponível na Costa do Marfim pressionou as cotações do cacau na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro encerrou a sessão negociados a US$ 1.858 por tonelada, em queda de US$ 17, enquanto os demais contratos futuros caíram entre US$ 14 e US$ 21 por tonelada, conforme a agência Reuters. Apesar da pressão exercida, o volume entregue nos portos do país africano entre 1º de outubro de 2006 e 30 de setembro de 2007 ficou abaixo do total registrado no ano-móvel anterior, maior produtor mundial da commodity. No mercado interno, a arroba foi negociada por R$ 55,67, em média, em Ilhéus e Itabuna, segundo levantamento da Central Nacional de Produtores de Cacau.
Balanço argentino
As exportações de trigo da Argentina da safra 2006/07 totalizaram 8,8 milhões de toneladas até o dia 5 de outubro, segundo informações da Secretaria de Agricultura daquele país à agência Dow Jones. Na anterior, a 2005/06, foram negociados 8 milhões de toneladas. Para o atual ciclo, o governo argentino ainda não liberou os registros de exportação, o que já preocupa os moinhos do Brasil. Na sexta-feira, os preços futuros de trigo fecharam novamente em queda, ainda pressionados por realização de lucro. Na bolsa de Kansas, os contratos para março fecharam a US$ 8,9575 o bushel, queda de 15,25 centavos. Em Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 9,02 o bushel, recuo de 14 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 34,77, segundo o Deral.
Conjunção negativa
O acelerado avanço da colheita americana, um movimento de realização de lucros e a queda do trigo (ver ao lado) tiraram sustentação dos preços da soja na sexta-feira na bolsa de Chicago. Os papéis para novembro fecharam a US$ 9,4025 por bushel, em baixa de 14 centavos de dólar, enquanto os demais contratos futuros recuaram entre 12,50 e 15,50 centavos de dólar, conforme a agência Reuters. Também colaborou para a queda a previsão da Informa Economics sobre o tamanho da safra americana, que ficou um pouco acima do estimado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná caiu 1,16%, para R$ 39,07. Neste mês, a queda acumulada já chega a 2,76%.
Consolidação em NY
A sessão de sexta-feira foi considerada de consolidação para as cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro sequer variaram e fecharam a US$ 1,3715 por libra-peso, ao passo que janeiro caiu 65 pontos e encerrou o dia a US$ 1,3660. Um broker consultado pela agência Dow Jones Newswires realçou que a estiagem que afeta regiões produtoras de laranja em São Paulo ainda preocupa, mas que, após três pregões consecutivos de alta, alguma realização de lucro é normal. Disse, ainda, que o mercado espera a próxima estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra da Flórida. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias de suco saiu por R$ 9,84 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq.