Pescadores querem o seguro-defeso
Sete meses depois da . mortandade de peixes no Recôncavo baiano, nem todos os prejudicados pela proibição da pesca na região receberam o seguro-defeso. Em Bom Jesus dos Pobres,vilarejo peJ;tencente ao município de Saubara, muitos
pescadores reclamam que, mesmo regularizados: não receberam os dois salários mínimos (R$ 760) relativos a abril e maio, quando não. puderam trabalhar.
A presidente da Associação das Marisqueiras e Pescadores de Bom Jesus dos Pobres-Saubara, Laudelina Ferreira, confirma a queixa e atribui o não-recebimento do dinheiro ao atraso na confecção das carteiras pela Secretaria'Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap). A apresentação da carteira é obrigatória para a requisição do seguro-defeso na Delegacia Regional do Trabalho. Laudelina estima que pelo menos 200 profissionais regularizados não recéberam os dois salários.
A superintendente da Seap na Bahia, lronildes Bahia, diz que quem não recebeu o dinheiro deve ter tido problemas na documentação. Sobre o atraso no envio das carteiras, lronildes diz que os pescadores poderiam dar entrada na requisição com um protocolo enviado pela Seap para substituir a carteira, enquanto ela não é confeccionada.
Laudelina Ferreira contesta essa informação: "Nem todos os pescadores receberam o protocolo". Em nota divulgada no último dia 3. a Seap informa: que 51 mil carteiras de pescador de toda a Bahia já foram entregues. O total de pescadores cadastrados chega a 61 mil.