Operação da PF prende acusados de adulterar leite
A operação "Ouro Branco" da Polícia Federal, em Minas Gerais, prendeu ontem 26 pessoas - 17 em Uberaba e nove em Passos - acusadas de adulterar leite. De acordo com a PF, os responsáveis pela Coopervale - Cooperativa de Produtores de Leite do Vale do Rio Grande e Casmil - Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro, que estão entre os presos, admitiram a fraude no leite.
As cooperativas mineiras são acusadas de adicionar substâncias proibidas ao leite para aumentar seu volume e conservar o produto por mais tempo.
A Parmalat e a Calu (Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia) estavam entre os compradores de leite da Coopervale e da Casmil , segundo a Polícia Federal.
Os acusados tiveram prisões temporárias - de cinco dias, renováveis por mais cinco - decretadas. A fraude foi descoberta após denúncias de outras cooperativas e de ex-funcionários das empresas.
Entre os produtos químicos manipulados pelas cooperativas, os policiais encontraram grandes quantidades de soda cáustica (hidróxido de sódio) e de água oxigenda. Amostras do leite longa vida estão sendo recolhidas em todo o Brasil, já que, segundo a PF, o leite é fornecido para várias empresas. A operação teve a participação de 200 policiais federais e servidores do Ministério da Agricultura.
A Parmalat disse, em nota, que não adquire produtos processados, envasados ou embalados na Casmil e na Coopervale, segundo a Folha Online