Commodities Agrícolas

29/10/2007

Commodities Agrícolas

 

Fundos compram

Os preços futuros do algodão fecharam com ligeira alta na sexta-feira, puxados por compras de fundos e especuladores no mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Em Nova York, os contratos para março encerraram o dia a 69,15 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 27 pontos. Analistas estão atentos às notícias sobre produção de algodão na Índia e Paquistão. Esses dois países poderão ter uma produção menor que a esperada, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se a produção menor for confirmada, esses países deverão reduzir as exportações para a China, um dos maiores consumidores mundiais. Em São Paulo, o preço do algodão fechou a R$ 1,1893, ligeira alta de 0,02%, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Problemas na África

Os preços futuros do cacau subiram na sexta-feira nas bolsas de Nova York e de Londres. A promotoria pública da Costa do Marfim congelou a conta do fundo responsável pela distribuição de insumos para produtores de cacau no país, hoje o maior produtor mundial da amêndoa, o que estimulou compras de contratos por especuladores, segundo a Dow Jones Newswires. O congelamento das contas é parte de um processo de investigação por fraude, movido pelo presidente do país, Laurent Gbabgo, contra três corporações que cuidam da parte tributária do setor cacaueiro daquele país. Na bolsa de Nova York, o contrato para março teve alta de US$ 64, para US$ 1.895 por tonelada. Na bolsa de Londres, o contrato para março fechou com alta de 20 libras, cotado a 959 libras por tonelada. 

Clima seco de volta 

Os preços futuros do café reverteram a tendência de queda e voltaram a subir na sexta-feira, com a expectativa de clima seco ao longo desta semana nas regiões produtoras do Brasil. Uma seca prolongada, advertem os analistas, poderá impedir a floração do café em São Paulo e Minas Gerais. "É preciso mais chuva para a estação da floração", disse à agência Bloomberg Blake Robben, estrategista-sênior de mercado da Lind-Waldock & Co. Na bolsa de Nova York, os contratos para entrega em dezembro subiram 0,85 centavo de dólar e fecharam o dia a US$ 1,2145 por libra-peso. Segundo Robben, os papéis podem atingir US$ 1,40 a libra-peso em novembro, caso o tempo permaneça seco. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 242,37, com alta de 0,17%, segundo o Cepea/Esalq. 

Sem vendas agressivas


  Os contratos futuros do milho negociados na bolsa de Chicago encerraram em alta na sexta-feira. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, a alta se deveu à falta de interesse em vendas agressivas. Os papéis para entrega em dezembro subiram 5,75 centavos de dólar e fecharam a US$ 3,72 por bushel. Já os papéis para março fecharam a US$ 3,8875, com alta de 5,75 centavos. Além disso, o DTN Meteorlogix previu tempo seco e temperaturas um pouco acima do normal para os próximos dez dias na região central dos Estados Unidos, o que será um cenário favorável para a colheita. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou o dia cotada a R$ 28,17, com queda de 0,29% em relação ao pregão anterior, informou o indicador Cepea/Esalq.