Commodities Agrícolas
Safra australiana maior
Notícias de que a safra da Austrália de trigo será maior que o previsto antes por analistas fez os preços futuros do trigo despencarem ontem nas bolsas americanas. Na bolsa de Chicago, o contrato para março recuou 12,50 centavos de dólar, para US$ 8,3550 por bushel. Em Kansas, o contrato para março recuou 17,75 centavos de dólar, para US$ 8,4550 por bushel. O governo da Austrália reduziu sua projeção para a safra em 22%, para 12,1 milhões de toneladas, por conta da seca que afetou a produção no país, acima de previsões feitas por analistas, o que estimulou vendas de contratos por especuladores, segundo a Bloomberg. A Austrália é o quarto maior exportador de trigo, depois de EUA, França e Alemanha. No Paraná, o preço médio da saca ficou estável em R$ 32,52, segundo o Deral.
Chuvas no Brasil
A volta das chuvas no sul de Minas acalmaram especuladores e fizeram os preços futuros do café arábica caírem ontem na bolsa de Nova York. "Há sinais de uma boa florada na Zona da Mata e sul de MInas", disse Hernando de la Roche, da Hencorp Futures, à Dow Jones Newswires. Há previsões de chuva na região até o dia 10. Compras por indústrias no fim do pregão deram suporte aos preços, segundo analistas. O contrato para março caiu 45 pontos, para US$ 1,26 por libra-peso. Na bolsa de Londres, compras de especuladores estimularam a alta e os preços do robusta se mantiveram valorizados antes do início das entregas da safra nova. O contrato para janeiro subiu US$ 27, para US$ 1.870 por tonelada. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca recuou 0,97%, para R$ 240,95.
Petróleo derruba
A queda nos preços do petróleo influenciou também o recuo nos contratos futuros da soja negociados no mercado americano. "A fraqueza da soja está totalmente ligada às perdas no mercado de energia", disse Mark Schultz, vice-presidente sênior da Northstar Commodity Investment, de Minneapolis, à agência Bloomberg. "Os fundos estão tão fortemente investindo nos mercados de energia, metal e grãos que estão abrindo mão de posições", acrescentou outro analista. Na bolsa de Chicago, os papéis para entrega de soja em março recuaram 19,15 centavos de dólar, para US$ 10,00925 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja fechou o dia cotada a R$ 40,11, com queda de 1,26% em relação ao dia anterior, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a perda de 0,17%.
Sem novidades
Os preços futuros do milho negociados na bolsa de Chicago encerraram o pregão de ontem em baixa, com influência dos mercados de petróleo e metais. Os contratos para entrega em dezembro recuaram 5,75 centavos de dólar e fecharam a US$ 3,7025 por bushel. Já os contratos para entrega em março encerraram o dia com queda de 5,50 centavos, para US$ 3,8750 por bushel. Segundo um analista ouvido pela agência Dow Jones, o resultado também se deveu à falta de novidades. A DTN Meteorlogix Weather prevê, no entanto, tempo seco para o resto desta semana nas regiões produtoras dos Estados Unidos, o que deverá ajudar a colheita do milho e também da soja. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 28,89, alta de 1,36%, segundo o Cepea/Esalq.