Adab intensifica fiscalização
na produção de lacticínios
O número de vistorias e coleta de amostras de leite foi duplicado pelo órgão, responsável pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Os fiscais da Agência já inspecionaram indústrias lácteas nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana e Jequié, onde foram coletadas amostras do leite para verificação de sua qualidade. A meta é que em um mês saiam os resultados de todas as indústrias que produzem o leite pasteurizado, conhecido popularmente como leite de saco ou leite tipo C. Segundo o diretor-geral da Adab, Altair Santana, o objetivo da ação é tranqüilizar a população em relação à qualidade do leite. No que diz respeito ao caso ocorrido em Minas Gerais, Santana acredita que se trata de um fato isolado. "Esse tipo de adulteração não é comum e a população deve estar ciente da qualidade do leite brasileiro, exportado para países muito exigentes com a questão sanitária", afirmou. Bahia possui 60 indústrias Atualmente existem 60 indústrias cadastradas na Adab, fiscalizadas por 30 médicos veterinários que, periodicamente, avaliam as condições higiênico-sanitárias e tecnológicas do processo. A avaliação vai desde o controle sanitário do rebanho, por meio de exames que comprovem que o leite não será transmissor de qualquer zoonose, até a embalagem. Segundo registros da Adab, nunca foi identificada adulteração nas indústrias fiscalizadas e certificadas com o SIE. "Vale ressaltar que a garantia de qualidade do leite é de responsabilidade da empresa. Os serviços de inspeção federal e estadual atuam como monitores desse processo, objetivando que todas as regras sejam atendidas pela indústria para que a saúde do consumidor seja preservada", afirma Santana. A Adab também realiza ações de combate aos produtos lácteos clandestinos, por meio da fiscalização de trânsito, em barreiras fixas e móveis, localizadas nas rodovias estaduais, e em estabelecimentos sem registro de SIE. Até outubro deste ano, a Adab apreendeu cerca de 40 toneladas de produtos lácteos clandestinos.
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