Nossa doce ameixa vem aí

05/11/2007

Nossa doce ameixa vem aí

Do solo fértil do semiaacute;rido baiano, mais uma cultura típica de regiões frias está despontando na Chapada Diamantina: a frutífera ameixa. Graças a um bom projeto de irrigação e a uma boa dose de persistência, a empresa agrícola Bagisa S/A está colocando no mercado nordestino, este ano, nada menos que 60 toneladas da fruta.
A colheita deste ano, que já está em curso, está sendo realizada e vai abastecer os mercados da Bahia e de Sergipe. A proposta da agro-empresa é aumentar a escala para conquistar outros Estados nordestinos. Para o próximo ano, a expectativa dos empresários é incrementar em 50% a produção da ameixa na região.
A proximidade da área produtiva com o mercado consumidor vai garantir que a fruta chegue ainda fresca para o consumo e em melhores condições. A produção que vem do Sul, segundo os produtores locais, utiliza o transporte rodoviário, e isso obriga a investir em refrigeração para manter a qualidade da frutífera.

Marketing

 Como ainda é considerada uma fruta nobre, o investimento na produção de ameixa ainda é alto, em função da necessidade de se investir em marketing para competir no mercado. Segundo o diretor-superintendente da Bagisa S/A, a ameixa ainda tem pouco mercado no Nordeste porque enfrenta a competição com outras frutas mais baratas.
O pomar, onde é feito o cultivo da frutífera, precisa de cinco anos para entrar em pleno processo de maturação, mas, nos primeiros dois anos, já é possível colher a primeira safra. “Quando a planta entra no processo de maturação, a produção cresce”, disse Mauro Carneiro, da Bannach.
Todo o planejamento da colheita é feito de forma ordenada. Como a safra dura de 3 a 4 meses, os colhedores retornam à plantação diversas vezes para colher os frutos prontos para o consumo. “Fazemos uma escala programada para garantir um bom aproveitamento da colheita”, explicou o diretor.

Polinização

 O manejo da frutífera requer alguns cuidados especiais.
Dentre eles está o escalonamento das plantas. “A cada cinco plantas, temos que colocar uma polinizada que irá garantir a atração de abelhas para realizar a polinização”, contou Bannach.
De acordo com Bannach, a formação da mão-de-obra local demorou um certo tempo, mas, atualmente, a produção caminha de forma mais ágil em função do aprendizado adquirido pelos agricultores no manejo da plantação de ameixas.
A estrutura da agro-empresa garante que todo o processo seja feito como em uma linha de produção.

Na época da colheita, como está acontecendo agora, novas pessoas são contratadas para reforçar o trabalho.
Após retiradas do pomar, as frutas são transportadas para o galpão, onde são selecionadas e cuidadosamente embaladas para serem encaminhadas aos mercados consumidores. Todo o processo de seleção e embalagem é feito mecanicamente, mas não sem a ajuda dos funcionários. Segundo o diretor da Bagisa, o investimento é alto, mas o lucro é garantido.“