Usinas descartam 200 mil litros de leite

05/11/2007

Usinas descartam 200 mil litros de leite
 

Quase duzentos mil litros de leite adulterado de duas cooperativas começaram a ser descartados, ontem, em Minas. Os 56 mil litros do produto que estavam armazenados na Coopervale, de Uberaba, foram descartados num aterro de resíduos industriais em Lavras, no Sul deMinas. A bebida será transformada em fertilizante. Outros 20 mil litros do leite longa vida da Casmil, de Passos, foram despejados na Estação de Tratamento de Esgoto, em Varginha, também no Sul de Minas.

Até a próxima semana, mais 120 mil litros de leite serão levados de Passos para Varginha. Em nota divulgada hoje à noite pela Parmalat, foi liberada pelo Ministério da Agricultura a comercialização de leite UHT — o do tipo longa vida, de caixinha — da unidade de produção de Carazinho, no Rio Grande do Sul, que estava sob investigação.

A fábrica de Santa Helena, em Goiás, já havia sido liberada pelo governo.

Procurada, a assessoria do Ministério da Agricultura não foi encontrada para confirmar a informação.

— Somos a terceira maior empresa compradora de leite e a primeira em devolução. Vamos reverter a queda de vendas deste período — disse Marcus Elias, presidente do Conselho de Administração da Parmalat.

Na última sexta-feira, o Ministério da Agricultura revelou que determinou em 26 de outubro que as empresas envolvidas na adulteração do produto estavam proibidas de vender leite UHT até que comprovassem a qualidade do item via análises técnicas. A medida envolveu a Cooperavale e a Casmil e ainda a cooperativa Avipal, em Goiás, e as duas unidades da Parmalat. As duas cooperativas de Minas são suspeitas de adulterar a produção do leite longa vida, com água oxigenada e soda cáustica.

O produto foi interditado na operação “Ouro Branco”, da Polícia Federal, em 22 de outubro. Dirigentes das cooperativas e outras pessoas tidas como responsáveis pela fraude chegaram a ser presos, mas foram libertados.

Já o homem apontado como responsável pelas 16 toneladas de queijo, tipo mussarela, apreendidas na última segunda-feira, em um depósito clandestino em Uberaba, continua foragido.

Na sexta-feira, a análise das amostras da Parmalat em Santa Helena ficou pronta. Segundo o presidente da empresa, o lote que havia sido interditado preventivamente apenas até a conclusão do exame, foi liberado para venda. “Não teve interdição de fábrica, não teve interdição de venda no varejo, não teve nenhuma interdição da Parmalat. Teve simplesmente um teste de rotina do Ministério da Agricultura. Então, a palavra interdição foi mal interpretada.

Não houve interdição de produtos Parmalat”, afirmou o presidente da empresa, João Audi.